Arthur defende troca de Alckmin por Tasso Jereissati

O prefeito de Manaus sugeriu que o PSDB escolha o senador cearense como candidato à Presidência da República. “Se a possibilidade de derrota existe, precisamos considerar a alternativa de perder com dignidade”

Manaus – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), defendeu que o partido escolha o senador cearense tucano Tasso Jereissati como candidato à Presidência da República. A sugestão acontece enquanto o partido analisa a candidatura presidencial do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A declaração foi concedida ao Blog do Josias, no UOL Notícias, e publicada na madrugada deste domingo (22).

“Tasso talvez não ganhe a eleição. Mas conduzirá a refundação do partido”, disse Virgílio ao blog na noite de sábado (21). “E não está descartada a hipótese de o Tasso surpreender aos que esperam do PSDB um Alckmin comportadinho e derrotadinho”.

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Conforme o Blog, para Arthur, o eleitor não distingue mais PSDB do PMDB. “O PMDB nunca despertou a esperança que o PSDB inspirou um dia”, disse Virgílio ao Blog. O prefeito declarou, também, que os tucanos precisam admitir que o risco de derrota é real e defende a adoção de providências imediatas para reduzir os danos.

“Se a possibilidade de derrota existe, precisamos considerar a alternativa de perder com dignidade máxima. Por isso defendo que coloquemos o Tasso como candidato”, disse Virgílio. Para o prefeito de Manaus, Tasso entraria na disputa sem nenhuma briga judicial.

Tasso tem plenas condições de atacar duramente, segundo Virgílio, esse quadro de desmoralização que se instalou na política brasileira, sendo um candidato com visão de Nordeste e de Norte. “Como empresário, é respeitado no Sudeste, Sul e Centro-Oeste”, disse ao Blog.

“Se a possibilidade de derrota existe, precisamos considerar a alternativa de perder com dignidade”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

Para o prefeito, o discurso de Alckmin é evasivo. “Deveria falar francamente sobre a inevitável reforma da Previdência, sobre as necessárias privatizações”, disse ao Blog.

“Um partido que protagonizou o evento mais importante dos últimos 50 anos no Brasil, que foi o Plano Real, não pode terminar assim”, concluiu Arthur. “Ou mudamos o candidato e vamos brigar pelo futuro do partido ou vamos manchar, feito carneiros, para o cutelo. Ou reagimos ou vamos virar material descartável, lixo hospitalar”.

Após desistir de disputar com Alckmin uma prévia para escolha do candidato do PSDB ao Planalto, Virgílio se impôs uma ‘quarentena’.