Arthur, Jereissati e FHC querem refundar o PSDB, aponta site

Site Diário do Centro do Mundo aponta que lideranças estudam “refundar” o partido, sem descartar a criação de uma nova sigla, com os princípios da social democracia

Manaus – Nomes renomados do PSDB como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) querem “refundar” o PSDB “a partir dos cacos que vão restar desse primeiro turno”. As informações são de uma matéria publicada, nesta quinta-feira (4), no site Diário do Centro do Mundo e é assinado pelo jornalista José Cássio.

Arthur Neto: “O partido se entregou ao fisiologismo”. (Foto: Semcom/Alex Pazuello)

De acordo com o texto, se a iniciativa naufragar, não está descartada a criação de uma nova sigla, com os mesmos princípios da social democracia, atraindo nomes como Marina Silva, Miro Teixeira, Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon.

Não há espaço, segundo os líderes tucanos, para nomes como Cássio Cunha Lima, que busca a reeleição ao senado pela Paraíba, Antonio Anastasia e João Doria, candidatos, respectivamente, aos governos de Minas e São Paulo, lideranças tucanas que se voltaram para o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, aponta a matéria do site.

“A sorte de Mário Covas é que ele não está mais aqui para ver no que se transformou o partido que ele idealizou com Franco Montoro”, afirmou Arthur Neto, na tarde da última quarta-feira, dia 3. “O partido, que surgiu perto do povo e longe das benesses do poder, se entregou ao fisiologismo mais rasteiro”, disse o prefeito Arthur Neto.

O prefeito de Manaus negou-se a receber Alckmin em sua cidade neste primeiro turno por divergências com o presidenciável tucano.

Questionado por José Cássio se há espaço para Aécio Neves e Geraldo nesta nova formatação, o prefeito de Manaus foi categórico: não. “Desde o início advoguei que ele tinha de sair do partido para se defender das acusações por corrupção e obstrução da Justiça”.

Em relação a Alckmin, sugere que o ex-governador de São Paulo busque uma imersão para se reciclar. “O partido acabou virando vítima da ambição dele”, diz. “Não dá mais para projetar a estratégia a partir da tia que um dia disse que você ainda seria presidente da República”.

“Ao se juntar com o Centrão, ele se enganou e acabou arrastando o partido para a irrelevância”.

Batalha interna

As articulações com Tasso Jereissati, com consentimento de FHC, definem que o grupo vai travar uma batalha interna com a proposta de mudar tudo. Não haverá espaço para o que classificam de “salve-se quem puder” em que a sigla se meteu.

“Perder faz parte do jogo, o que não pode é se entregar à ‘pepenização’”, diz, em alusão ao fisiologismo do PP, a sigla que integra, entre outros notáveis, Paulo Maluf.

Segundo o prefeito de Manaus, a atitude de Cunha Lima, Anastasia e João Doria, de aderir a Bolsonaro já prevendo o loteamento de um futuro governo é inaceitável. “Ou vencemos a batalha interna e reinventamos o partido ou não haverá saída senão a criação de uma nova sigla”.

O que Virgílio, Tasso e FHC dizem que não aceitam é assistir omissos ao “iminente enterro de segunda classe” do partido.

Num eventual segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad, Virgilio não deve acompanhar Fernando Henrique, que já sinalizou apoio ao petista. “Não vou com nenhum dois dois”, disse. “Bolsonaro é o que sabemos. O Haddad é uma boa pessoa, mas representa um projeto que sempre combatemos e não faz sentido apoiar neste momento”, disse o prefeito.

Anúncio