Arthur sugere reconhecimento da ONU para ‘Dia Internacional da Amazônia’

Proposta foi feita durante abertura do 1º Fórum de Cidades Amazônicas, em Manaus. Evento conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais, além de representantes políticos de alguns Estados da Amazônia Legal

Manaus – Com dois dias de programação e debates sobre a preservação da floresta, o 1º Fórum de Cidades Amazônicas iniciou, na manhã desta quinta-feira (5), data em que se comemora o Dia da Amazônia. O evento ocorre no Complexo Armazém 15, no Porto de Manaus, no Pavilhão Princesa Isabel, Centro da cidade, e conta com a participação de especialistas nacionais e internacionais, além de representantes políticos de alguns Estados da Amazônia Legal.

O Fórum é promovido pela Prefeitura de Manaus, com apoio da Fundação Konrad Adenauer e do Local Governments for Sustainability (Iclei) América do Sul. O objetivo é discutir a elaboração do ‘Manifesto das Cidades Amazônicas’, com medidas para a preservação e o desenvolvimento sustentável da região.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, falou sobre o Dia da Amazônia e declarou que gostaria que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecesse o dia 5 de setembro como o Dia Internacional da Amazônia. Além disso, ele comentou a respeito da importância do fórum.

“A ficha do mundo caiu. A ficha do Brasil precisa cair, se já não caiu. A Amazônia é a região mais importante do Brasil e uma das regiões mais estratégicas do mundo. Isso tem que ficar claro para todo mundo. Esse simpósio é um ponto de partida para fazermos uma grande campanha de alcance mundial para chegarmos a esse resultado”, disse.

Sobre medidas para preservação da Amazônia, o prefeito destacou que a prevenção vai além das queimadas. Segundo ele, o seu objetivo pessoal é acabar de vez com o desmatamento ilegal.

“A floresta tem que ser explorada sustentavelmente para ser a nossa ‘galinha dos ovos de ouro’. Nós não podemos transigir com a maior riqueza que o Brasil conta, e com o futuro de um mundo que confia muito na nossa possibilidade de fazer isso aqui crescer e gerar frutos econômicos, renda, emprego de maneira sustentável”, afirmou.

A coordenadora de projetos da Fundação Konrad Adenauer, Marina Caetano, disse que, durante o fórum, está sendo construído um documento que será validado por todos os prefeitos da Amazônia Legal presentes, em um evento fechado, na tarde desta quinta-feira.

“Os governos subnacionais têm uma liderança, atualmente, na questão ambiental e o grande objetivo dessa discussão hoje é sair daqui com propostas concretas a partir da perspectiva das cidades amazônicas para resolver os desafios ambientais da região”, acrescentou.

O secretário executivo do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo, destacou que as cidades também precisam fazer parte da diplomacia, participando dos movimentos de cooperação internacional.

“O que nós precisamos é conversar com o governo federal, com os governos estaduais, e entender como os recursos podem chegar também aos municípios para que eles, como entidade governamental mais próxima da população, conheçam melhor seu território e possam, de fato, conduzir e protagonizar o processo de desenvolvimento sustentável na região”, reiterou.