Audiência pública na ALE discute impasse sobre Linhão de Tucuruí

O deputado estadual Sinésio Campos disse entender o momento de dificuldade pelo qual passa o governo, mas que o retorno da obra do linhão ajudara o País no desenvolvimento econômico

Manaus – Após declaração feita pelo presidente Jair Bolsonaro, no final do mês de fevereiro, que o Linhão de Tucuruí é um empreendimento de interesse de infraestrutura e política de defesa nacional, uma comitiva formada por deputados estaduais do Amazonas e Roraima participaram de uma audiência pública, nesta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

O objetivo foi debater entre os parlamentares sobre os acordos que devem ser feitos e dar inicio as obras que havia sido anunciada em 2011 e com previsão de termino em 2015, ainda não começou em razão de problemas judiciais e licenças ambientais, e por esta em área indígena Waimiri Atroari.

Parlamentares de Roraima participaram da audiência, nesta segunda (11), na ALE (Foto: Naldo Feitosa)

Roraima é o único estado não ligado ao sistema nacional de energia e por isso depende da geração das usinas termoelétricas, gerando uma série de problemas. A energia vinda das termoelétricas é mais cara do que a produzida pelas hidrelétricas. Além disso, a população vive uma insegurança energética, pois a maior parte da energia consumida é comprada da Venezuela, que enfrenta uma grave crise econômica e humanitária. O contrato encerra em 2021, sem garantias de renovação, ainda com o risco de ser interrompido a qualquer momento.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, Jânio Xingu (PSB), afirma que as termoelétricas que estão instaladas no estado de Roraima hoje não dão a qualidade necessária. “Os prejuízos são enormes. Vários municípios vivem no apagão. Há o prejuízo dos empresários, o prejuízo das pessoas, dos eletrodomésticos.”

O deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM), que e presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás Energia e Saneamento da Aleam, afirma que o desafio é construir usinas na Amazônia, com este investimento será possível com a interligação de Roraima e alguns municípios do Amazonas ao SIN (Sistema Interligado Nacional) que ainda dependem de termoelétricas.

“Entendemos que os problemas que entravam esse empreendimento não são de ordem econômica, mas sim de caráter ambiental e jurídico”, disse o parlamentar.