Autoridades do AM já sabiam da possibilidade da crise do oxigênio, alega PGR

De acordo com a publicação do site de notícias O Antagonista, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo destaca que Manaus vive um “grave cenário de colapso”

Manaus – Com o caos vivido no sistema de saúde do Estado do Amazonas, a Procuradoria Geral da Republica (PGR) abriu investigação para apurar a causa do alarmante crescimento de casos de Covid e as mortes por falta de oxigênio, frequentes nos últimos dias. Para a subprocuradora-geral Lindôra Araújo, Manaus vive um “grave cenário de colapso”. As informações constam no site de notícias O Antagonista.

De acordo com a subprocuradora, as autoridades do Estado já sabiam da crise que chegava. “Informações preliminares dão conta de que era de conhecimento das autoridades locais a iminência da falta de oxigênio nas unidades de saúde, pelo menos desde o dia 10/01/2021, fato que não impediu que tão grave situação viesse a ocorrer”, afirmou Lindôra na decisão, conforme trechos publicados pelo O Antagonista.

Além disso, o governador Wilson Lima já é alvo de investigação, por conta do contrato de aluguel do Hospital Nilton Lins, ainda durante a primeira onda, quando a unidade foi transformada em hospital de campanha.

De acordo com a subprocuradora Lindôra Araújo, as autoridades do Amazonas já sabiam da crise que chegava (Foto: Reprodução)

Para a PGR, o contrato, de valor total de R$ 2,6 milhões não era necessário, pois o Hospital de referência Delphina Aziz “possuía capacidade de ampliação para recebimento de 300 leitos e o Hospital Nilton Lins não possuía condições de prestar atendimento”.

“O grave cenário de colapso do sistema de saúde do Amazonas, notadamente da capital, afetado pela falta de insumos básicos ao atendimento da população, como oxigênio, vem a indicar que o objeto do presente inquérito, dantes circunscrito à suspeita de irregularidades na aplicação de recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia, na instalação do Hospital de Campanha Nilton Lins, seja ampliado, para abarcar todas as ações a cargo do Governo do Estado do Amazonas – Secretaria Estadual de Saúde (SUSAM), no enfrentamento da pandemia – Covid-19, seja no que concerne a desvios dos recursos destinados ao enfrentamento da pandemia, seja no tocante às repercussões da omissão penalmente relevante das autoridades locais.”

Ainda de acordo com o Antagonista, no pedido, Lindôra solicitou um balanço dos valores recebidos pelo Amazonas para o enfrentamento da Covid e ações tomadas, o número de leitos clínicos e de UTI disponíveis por mês, de março de 2020 a janeiro de 2021, o total de profissionais envolvidos no atendimento de pacientes, e a data em que o governo tomou conhecimento da falta de oxigênio nos hospitais da capital.

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