Bolsonaro nomeia integrantes de delegação brasileira que vai a Beirute

Entre membros da comissão está o ex-presidente Michel Temer

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro nomeou os integrantes da delegação que vai representar o governo brasileiro em missão especial a Beirute entre 12 e 15 de agosto. O decreto presidencial com a nomeação foi publicado nesta segunda-feira (10)  em edição extra do Diário Oficial da União, um decreto que designa os integrantes .

(Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil)

Entre os integrantes da delegação estão o ex-presidente Michel Temer, os senadores Nelson Trad Filho e Luiz Pastore, o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Viana Rocha, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.blankblank

Uma explosão no dia 4 na região portuária de Beirute,  causada por problemas no armazenamento de cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância usada na produção de explosivos e fertilizantes, causou pânico e destruição na capital libanesa e deixou mais de uma centena de mortos e milhares de feridos, muitos com queimaduras graves.

O impacto da explosão foi sentido até no Chipre, a mais de 200 km da costa libanesa.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou a renúncia de seu governo em decorrência da tragédia.

Envio de mantimentos

O governo brasileiro pretende enviar a Beirute, pelo menos seis toneladas de alimentos, insumos e remédios.
Os mantimentos serão transportados por uma aeronave KC-390, que acompanhará a missão humanitária brasileira ao país do Oriente Médio.

O KC-390 transportará também ventiladores pulmonares, máscaras cirúrgicas, kits de primeiros-socorros e material de construção, além de ao menos 500 cestas básicas e meia tonelada de medicamentos e equipamentos doadas pela Câmara de Comércio Brasil-Líbano.

Já a comitiva será transportada em uma segunda aeronave da FAB (Força Aérea Brasileira), que deve levar também 16 médicos e enfermeiros voluntários para atuar no país. Segundo assessores presidenciais, navios de carga serão enviados ao Líbano com cerca de 4.000 toneladas de cereais.

“As relações entre o Brasil e o Líbano são afetuosas e profundas. Hoje, há mais libaneses no Brasil do que no Líbano. O Brasil faria isso por qualquer país, mas a comunidade libanesa tem muita importância no país”, disse Skaf à reportagem.

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