Braga registra mais de 10 pontos sobre 2º colocado

No segundo turno, se a eleição fosse hoje, Eduardo Braga venceria todos os seus possíveis adversários. Contra Amazonino, obteria 42% dos votos totais ou 57,7% dos votos válidos

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Pesquisa foi realizada nos dias 22, 23, 24, 25 e 26 de junho nas 13 zonas eleitorais de Manaus e em municípios no interior do Estado (Foto: Raquel Miranda)

Manaus – Se a eleição suplementar para governador do Amazonas fosse hoje, o candidato Eduardo Braga (PMDB) teria 33,7% dos votos dos eleitores do Amazonas, contra 23,1% do candidato Amazonino Mendes (PDT), 8,8% de Rebecca Garcia (PP), 5,3% de José Ricardo (PT), 2,55 de Marcelo Serafim (PSB), 2,5% de Liliane Araújo (PPS), 2,3% de Luiz Castro (Rede) e 0,9% de Wilker Barreto (PHS), segundo o INSTITUTO DIÁRIO DE PESQUISA (IDP), da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (RDC). A pesquisa estimulada (quando os entrevistadores apresentam um disco com o nome dos candidatos) mostra, ainda, 13,7% de votos brancos e nulos e 7,3% de eleitores que não souberam responder. Quando são computados apenas os votos válidos (não entram nos cálculos os números dos brancos, nulos e indecisos), Braga teria 42,6% dos votos, contra 29,2% de Amazonino, 11,1% de Rebecca, 6,6% de Ricardo, 3,2% de Serafim, 3,2% de Liliane, 2,9% de Castro e 1,2% de Barreto.

No segundo turno, se a eleição fosse hoje, de acordo com a pesquisa do IDP, Braga venceria todos os seus possíveis adversários. Contra Amazonino, obteria 42% dos votos totais ou 57,7% dos votos válidos. Para vencer, um candidato precisa obter metade dos votos mais um. Contra Rebecca, teria 46,5% dos votos totais ou 65,3% dos votos válidos. E, contra Ricardo, obteria 50,8% dos votos totais e 71% dos votos válidos.

A pesquisa, registrada sob o número AM-01195/2014, foi realizada nos dias 22, 23, 24, 25 e 26 de junho de 2017, envolvendo diversos bairros localizados nas 13 zonas eleitorais do município de Manaus e em 11 zonas eleitorais no interior do Estado do Amazonas. Foram ouvidos 1.600 eleitores, sem entrevista por telefone. O estudo foi conduzido de modo que a margem de erro máxima seja de 2,45 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança a 95%. Ou seja, se esta pesquisa fosse feita 100 vezes, repetindo-se as mesmas condições, em aproximadamente 95 destas vezes as proporções obtidas em cada resposta, com uma variação de 2,45% para mais ou para menos, estariam estimando o verdadeiro pensamento dos eleitores.

De acordo com o responsável pela pesquisa, o matemático e consultor estatístico Edmilson de Araujo Silva, todas as etapas do processo foram controladas e realizadas por pesquisadores treinados, com destaque para o controle da coleta em campo, com entrevistas em domicílio, de forma probabilística, de modo a refletir o perfil e a proporção do eleitorado do Estado. Participaram da coleta de dados 29 pesquisadores de campo e cinco supervisores de campo.

Eleição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o Amazonas deveria ter uma nova eleição, após a cassação dos mandatos do ex-governador José Melo (PROS) e do ex-vice-governador Henrique Oliveira (SD), condenados por compra de votos na eleição de 2014, numa ação movida pela coligação de Braga na Justiça Eleitoral.