Brasil e Argentina revisarão tratado de extradição entre os dois países, diz Moro

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, a ideia é que o documento de extradição, em caso da prisão de uma pessoa no país vizinho, seja adiantado sem passar pelos canais diplomáticos

Brasília – Os presidentes Jair Bolsonaro e Mauricio Macri formalizam, nesta quarta-feira (16), a revisão do tratado de extradição entre Brasil e Argentina. O líder argentino chegou por vota das 10h30 ao Palácio do Planalto, onde foi recebido pelo brasileiro.

Ministro Sérgio Moro durante reunião com os Ministros Argentinos de Justiça e Direitos Humanos, Germán Garavano e da Segurança, Patrícia Bullrich (Foto: Isaac Amorim/MJSP)

De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a ideia da revisão é que o documento de extradição, em caso da prisão de uma pessoa no país vizinho, seja adiantado sem passar pelos canais diplomáticos para depois ser formalizado. Atualmente, o tratado vigente é da década de 1960.

“Às vezes você seguiu o canal diplomático, acontece o que aconteceu com o Cesare Battisti, prende o cara e…”, declarou Moro, fazendo um sinal de fuga com as mãos ao fazer referência à prisão do italiano Cesare Battisti, que fugiu do Brasil para a Bolívia, onde foi preso.

“Existe um tratado de extradição um pouco antigo feito em outra época. As formas de comunicação hoje são outras e há a percepção de que há necessidade de sempre agilizar esse mecanismo de cooperação”, reforçou o ministro. “Esse tratado vai permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países”, disse.