Cashback: Juíza decreta prisão preventiva do empresário Murad Aziz

A informação foi confirmada pelo advogado Alberto Simonetti Neto, um dos que auxiliam na defesa do empresário. Murad Aziz é proprietário da academia AZ Fitness, e está sendo investigado pelo crime de peculato

Manaus – A juíza da 4º Vara Federal no Amazonas, Ana Paula Serizawa, decretou a prisão preventiva do empresário Murad Aziz, preso na última quinta-feira (11), no âmbito da operação Cashback, a quarta fase da operação Maus Caminhos, que investiga uma organização criminosa acusada de desviar mais de R$ 100 milhões em recursos da saúde do Amazonas.

A informação foi confirmada pelo advogado Alberto Simonetti Neto, um dos que auxiliam na defesa do empresário.

Na última quinta-feira (11), os envolvidos em desvios de recursos da Saúde do Amazonas foram presos durante a operação Cashback, uma nova fase da Maus Caminhos. (Foto: Sandro Pereira/RDC)

De acordo com informações fornecidas em coletiva pela Polícia Federal (PF), o empresário Murad Aziz é proprietário da academia AZ Fitness, e está sendo investigado pelo crime de peculato. “Alguns dos envolvidos buscavam facilidades junto ao Estado e ‘vendiam’ essa influência. O lucro disso era retirado da atividade ilícita. Mas tudo está sendo investigado de forma preliminar”, esclareceu o delegado federal Alexandre Teixeira.

De acordo com informação do portal do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a prisão preventiva consta no terceiro capítulo do Código de Processo Penal e não tem prazo pré-definido, podendo ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito. Ela, em geral, é pedida para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica ou a aplicação da lei.

“A ideia é que, uma vez encontrado indício do crime, a prisão preventiva evite que o réu continue a atuar fora da lei. Também serve para evitar que o mesmo atrapalhe o andamento do processo, por meio de ameaças a testemunhas ou destruição de provas, e impossibilite sua fuga, ao garantir que a pena imposta pela sentença seja cumprida”, consta em matéria do CNJ.

No domingo (14), a desembargadora do 1º Tribunal Regional Federal, Maria do Carmo Cardoso, concedeu habeas corpus e determinou a soltura de quatro presos na operação Cashback, deflagrada na última quinta-feira (11), por desvios de R$ 140 milhões em verbas na Secretaria de Estado de Saúde (Susam), na gestão do ex-governador cassado José Melo. Foram liberados André Luis Barreto Becil, Sérgio Roberto Melo Bringel, Yuri Ferreira Sabá e Wecyscley Acedo de Oliveira.

Na última quinta-feira, os envolvidos em desvios de recursos da Saúde do Amazonas foram presos durante a operação Cashback, uma nova fase da Maus Caminhos. A ação apura o desvio de verba da saúde pública do Estado durante o mandato do governador cassado José Melo. O ex-deputado federal Sabino Castelo Branco também é alvo da investigação, mas não recebeu mandado de prisão devido ao estado de saúde. Também são alvos da investigação e estão presos o empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz, e o ex-presidente da Companhia de Gás do Amazonas, Lino Chíxaro.

Na mesma ação, a juíza federal Ana Paula Serizawa determinou o bloqueio e apreensão de R$ 124 milhões em recursos de 29 pessoas e empresas envolvidas na investigação da operação. Entre os bens apreendidos estão automóvel de luxo, lancha e jet-ski.

O maior volume de recursos bloqueados é do médico Mouhamad Moustafá, apontado como líder da organização criminosa envolvida na Maus Caminhos. A juíza determinou bloqueio de R$ 39,5 milhões em bens de Moustafá.

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