Comandantes dizem a novo ministro da Defesa que jamais vão contrariar a Constituição

Das três Forças, apenas o general Edson Pujol, do Exército, está decidido a sair do governo em qualquer circunstância

Brasília – Dos três comandantes militares, apenas o do Exército, general Edson Leal Pujol, está decidido a sair do cargo em qualquer circunstância. Os comandantes da Marinha, Ilques Barbosa, e da Aeronáutica, Moretti Bermudes, vão também entregar os cargos formalmente, mas a permanência deles nos cargos depende da conversa e da reação do novo ministro da Defesa, general Braga Netto.

General Edson Pujol Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

General Edson Pujol (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão)

Pujol reuniu o Alto Comando do Exército na segunda-feira (29) à noite e os três comandantes vêm discutindo cenários desde que o presidente Jair Bolsonaro demitiu Fernando Azevedo e Silva do Ministério da Defesa — ou “pediu o cargo”, no linguajar de Brasília. Nesta terça-feira (30), os três têm encontro com o ministro que sai e com o ministro que entra.

Assim, a vez está com Braga Netto e tudo depende de como irá evoluir a conversa. Pujol está fora, tanto por vontade própria quanto por decisão do presidente, que vem acumulando divergências com o comandante do Exército. Esse é um dos grandes mandamentos militares em regimes democráticos, o que, provavelmente, Bolsonaro não gostou.

Quanto ao almirante Ilques e o brigadeiro Bermudes, há dúvidas ainda. Eles podem sair por discordar das decisões de Bolsonaro para interferir nas Forças Armadas para a política, ou podem ficar por seguir uma regra militar.

De toda forma, há muitas dúvidas ainda sobre a troca no Ministério da Defesa e as maiores delas são qual a orientação que Bolsonaro deu para Braga Netto.

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