CPI aprova convocação e quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Anderson Torres

Outras oito pessoas também serão convocadas pela CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Brasília – O ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres e outras oito pessoas serão convocadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, responsável por investigar os atos de vandalismo de 12 de dezembro de 2022 e 8 de janeiro deste ano. Na manhã desta terça-feira (14), os deputados distritais também aprovaram a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Torres.

(Foto: Tom Costa /MJSP)

Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Joaquim Roriz Neto (PL) e Fábio Felix (PSOL) durante a primeira reunião da CPI. Ex-secretário de Segurança e ex-ministro da Justiça, Torres está preso desde 14 de janeiro, por suspeita de omissão nos atos que resultaram na depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Ainda na reunião, ficou aprovado também o calendário para os próximos cinco encontros. Eles ocorrerão em todas as quintas-feiras de março, às 10h. Ao fim destas reuniões, um novo cronograma para abril será planejado. A ordem das oitivas ainda será definida.

Veja abaixo todos os convocados para depor na CPI:

  • Ex-secretário executivo da SSP, Fernando de Sousa Oliveira;
  • Ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Fábio Augusto Vieira;
  • Ex-sub-secretária de Inteligência da SSP, Marília Ferreira Alencar;
  • Ex-secretário da SSP, Anderson Torres;
  • Responsável por quebrar o relógio de Dom João VI, Antônio Cláudio Alves;
  • Ex-secretário da SSP, Júlio de Souza Danilo;
  • Coronel da PMDF, Jorge Eduardo Naime;
  • Coronel da PMDF, Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues;
  • Tenente-coronel da PMDF, Jorge Henrique da Silva Pinto.
A CPI também quer ter acesso às imagens internas e externas registradas pelas câmeras da Câmaara dos Deputados e do Senado Federal. Os deputados ainda pediram a relação com os nomes dos policiais militares que trabalharam no dia dos atos de vandalismo, além de ter acesso às investigações da corregedoria da PMDF sobre o caso.

Relator da CPI, o deputado Hermeneto (MDB), criticou os atos de vandalismo e disse esperar que a comissão “individualize” as responsabilidades. “Não podemos colocar o nome da Polícia Militar generalizando, mas sim individualizando”, comentou.

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