CPI avança na semana e convoca ‘assessora’

Depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito revelara indícios de irregularidades na gestão da Saúde e apresenta personagem ‘informal’ no comando do Estado

Manaus – A última semana foi de avanços na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que busca desvendar eventuais irregularidades na gestão no Amazonas. Uma das revelações mais significativas, é a influência de uma funcionária da emissora TV A Crítica, Carla Pollake da Silva, que se identifica em redes sociais como trabalhadora na Faculdade Cásper Líbero e na TV A Crítica, na gestão estadual.

A revelação da influência de Carla no alto escalão do governo Wilson Lima, foi feita na última sexta-feira (26), em depoimento do ex-secretário executivo da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), o advogado João Paulo Marques dos Santos à comissão, e motivou a convocação de Carla para prestar depoimento visando dirimir dúvidas dos membros da Comissão.

De acordo com depoimento, Carla Pollake da Silva possui forte influência no governo de Wilson Lima (Foto: Divulgação)

Santos disse que Carla recebeu e apresentou a atual secretária do órgão, Simone Papaiz, aos funcionários da Susam, atuando como uma “eminência parda” do governo Wilson Lima.

A reportagem do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) apurou que Carla Pollake não possui vínculo formal com o governo do Estado e, aparentemente, atua de forma ‘voluntária’ no governo de Wilson Lima.

Ao aprovar a convocação, o presidente da CPI considerou que ela foi “citada pelo depoente como a pessoa que convocou, não só ele (João Paulo Marques), mas a secretária de Saúde que estava entrando naquele momento (Simone Papaiz), em de abril e o ordenador de despesas, Perseverando (da Trindade Garcia) para uma reunião que aconteceu na sala da Casa Civil (do governo do Estado)”, anunciou.

Outro avanço feito pela CPI foi a revelação de que Santos teria pedido para que a ex-secretária executiva da Susam, Dayana Mejia, assinasse documento retroativo. Ele negou, mas ao ser confrontado pelos deputados que compõem a comissão sobre a falsificação da assinatura da ex-secretária disse que viu a irregularidade e pediu para que Dayana assinasse.

Ainda na sexta, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) afirmou que houve irregularidades no contrato do hospital de campanha da Nilton Lins. A declaração do parlamentar se baseia no depoimento do ex-secretário executivo da Susam, o advogado João Paulo Marques, onde o mesmo admitiu que houve erros tanto no projeto da unidade hospitalar de tratamento do novo coronavírus (Covid-19) no Amazonas, quanto na compra superfaturada dos ventiladores pulmonares, que custou R$ 2,9 milhões aos cofres públicos.