‘CPI foi como chover no molhado’, diz Guedes

O secretário municipal de Defesa do Consumidor, Rodrigo Guedes, afirmou estar frustrado com resultado de CPI e diz que força-tarefa contra abuso de preços dos combustíveis continua trabalhos

Manaus – O secretário Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria, Rodrigo Guedes, afirmou, nesta quinta-feira (22), que o resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) que investigou o preço dos combustíveis não traz nenhuma novidade que o órgão municipal já não soubesse.

Em relatório final apresentado, nesta terça-feira (20), pela comissão, é citada constatação de indícios de cartel e prática de alinhamento de preço em postos de combustíveis. “Eles (os membros da CPI) falaram o que a gente já tinha dito, inclusive para eles, e isto gerou, da minha parte e de toda a população, insatisfação. (A CPI), então, choveu no molhado. Não teve nenhum resultado satisfatório, eu não vejo nenhum ganho, de fato”, afirmou.
Rodrigo Guedes foi entrevistado, nesta quinta, no programa ‘RESUMO DE NOTÍCIAS’, às 17h, RÁDIO DIÁRIO 95,7, do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC).

O secretário concedeu entrevista, nesta quinta-feira (22), ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (Foto: Thaner Martins/GDC)

O secretário ainda contestou afirmação da presidente da CPI, deputada estadual Joana Darc, de que o preço dos combustíveis caiu por causa do trabalho da comissão. “Acho que esta declaração foi bastante desrespeitosa com a população e com os órgãos de fiscalização (…) Ignorar tudo que, por exemplo, o Ministério Público tem feito foi bastante desrespeitoso”, disse.

Guedes afirmou que a Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria (Semdec) continua suas atividades junto à força tarefa criada, em julho, para combater o preço abusivo dos combustíveis. “A força-tarefa é composto pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Defensoria Pública do Estado (DPE) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ,não é porque a CPI não deu certo, que a gente vai abandonar esta luta. Eu já deixei claro a minha insatisfação com o resultado da CPI e quem está falando isto é o Rodrigo Guedes, não é o órgão, não é a administração municipal”, disse.

Na terça, o GDC publicou matéria informando que após quatro meses de funcionamento, a CPI dos Combustíveis não conseguiu comprovar a existência de cartel no Amazonas e diz que a responsabilidade de apurar eventuais abusos dos postos de combustíveis é do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O relatório final da comissão apontou recomendações, encaminhamentos e propostas legislativas para tentar reduzir os preços dos produtos vendidos nas bombas no Amazonas.