Cúpula da Segurança do AM já foi alvo da PF e do Gaeco; relembre o caso

A ação deflagrada pela Polícia Federal e o Gaeco, do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) foi mais um escândalo da gestão de Bonates

Manaus – A Operação Garimpo Urbano, deflagrada no começo de julho, prendeu o secretário de Inteligência do Amazonas (Seai), Samir Freire, e mais três policiais por desvio de 60 Kgs de ouro avaliado em cerca de R$ 18 milhões. A ação deflagrada pela Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especializada em Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MP-AM) foi mais um escândalo da gestão de Bonates. Na semana passada, o MP-AM obteve na Justiça a negativa do pedido de habeas corpus e a prisão temporária dos presos permaneceu por 30 dias.

Samir Freire, titular da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai) foi um dos presos na operação (Foto: Izaías Godinho/GDC)

Também foi deferido o afastamento do cargo do secretário adjunto de inteligência, além da prisão de três delegados da Polícia Civil na operação cujas investigações seguem em sigilo judicial.

As investigações na cúpula da segurança começaram em meados de fevereiro de 2021, a partir de denúncias de vítimas que se sentiram lesadas ao transportar determinadas quantias de ouro, conforme informou o procurador Armando Gurgel Maia, do Gaeco.

“A denúncia chegou ao conhecimento da Polícia Civil e do Gaeco. Foi constatado que havia provável participação da segurança pública através da  Secretaria Adjunta Executiva de Inteligência (Seai). A provas eram contundentes”, pontuou à época da ação.

“A SSP e a Seai podem ser envolver em investigação sobre lavagem de dinheiro? Não! Podem estar abordando? Não! Se o agente de inteligência precisa se apresentar abordar alguém não é nem inteligência, nem no sentido literal da palavra. A Seai tem que assessorar o governo a tomar decisões e não investigação criminal”, disse na ocasião o representante do Gaeco.

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