Defesa de ex-secretário da Susam pede adiamento do julgamento

Segundo o advogado Fabrício Parente, a defesa não teve tempo suficiente para acesso às provas elaboradas, conforme concedido pela Corte

Brasília –  O advogado Fabrício Parente pediu nesta segunda-feira (20) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o adiamento do julgamento de seu cliente, o ex-secretário de Saúde do Amazonas Rodrigo Tobias de Souza Lima, sobre contratos ilícitos e participação em suposto esquema de organização criminosa durante a pandemia do coronavírus no Amazonas. Parente argumentou que não teve tempo suficiente para acesso às provas elaboradas, conforme foi concedido pela Corte.

A defesa de Tobias alega que só conseguiu os documento das denúncias com a Polícia Federal na última sexta-feira (17). Na sessão, o advogado Parente afirmou que teve que fazer uma “peregrinação ao material da PF”. “Primeiramente tentamos pela PF-AM, mas fomos informados que foi encaminhado para Brasília, e pedimos na íntegra que a defesa procurasse acesso na PF federal”, disse ao colegiado do STJ.

Fabrício Parente alegou à Corte que “há dúvida”, na PF e no Ministério Público Federal (MPF), sobre o documento que aponta as provas contra Tobias. Segundo ele, o processo datado de 8 de abril de 2020, em um único documento com o nome de Tobias, está sem a assinatura.

O advogado ainda alegou que a atuação da Controladoria Geral da União (CGU) no processo foi de forma “incompetente”, porque foi para âmbito estadual, o que o levou a pedir o adiamento. “Deve ser suspensa (…), até que seja garantida a defesa. (…) Deixo de decorrer sobre os méritos, porque não me sinto seguro da forma que estou fazendo, pela relevância do teor”, finalizou.

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