Deputado denuncia expulsão de PM por defender a categoria

Delegado Péricles demonstrou indignação, na manhã desta quarta-feira, ao denunciar a expulsão de um policial militar

Manaus – O deputado estadual Delegado Péricles demonstrou indignação, na manhã desta quarta-feira (24), ao denunciar a expulsão de um policial militar, publicada no Boletim Geral da Polícia Militar na última terça-feira (23). De acordo como parlamentar, o Cabo Gutemberg foi retirado da corporação por ter comparecido à uma reunião da categoria sobre o congelamento dos salários dos servidores públicos do estado.

Deputado Estadual Delegado Péricles (PSL) (Foto: Divulgação)

“A lista de maldades deste governo contra os policiais militares ainda não acabou. Ontem publicaram a expulsão do vice-presidente da Associação de Policiais Militares, um ato covarde que não atinge só a ele, mas a todos os policiais que elegeram para estar lá representando-os. E eu responsabilizo sim ao governo porque se o governador é omisso aos atos do secretário de segurança e aos do Comandante da PM, a responsabilidade é dele sim”, denunciou o parlamentar.

Em Tribuna, o deputado estadual reforçou o não pagamento do auxílio fardamento da categoria e, ainda, do salário correspondente à promoção dada ainda nesse ano pelo governador a cerca de 1000 policiais militares. “O policial sequer falou nesta reunião, que de qualquer forma só colocava em discussão os direitos da categoria, mas agora é punido e isso é absurdo. Nós não podemos permitir esse tipo de atitude, seja do governador, do secretário ou do comandante. A indignação deles é a minha e não vou calar diante de tudo isso”, afirmou.

Justificativa incoerente para não realizar pagamento

Sobre o não pagamento de direitos dos policiais militares, o deputado estadual Delegado Péricles disse que a justificativa do Governo do Estado de que esses atos descumprem a Lei Complementar é invalidada diante da necessidade que está em jogo para o próprio exercício da profissão.

“Dizem que fazer esse pagamento aos policiais militares é descumprir a Lei Complementar. Resposta totalmente conflituosa no que tange ao direito da categoria e considerando ainda mais ser a Constituição muito maior ao que diz a Lei Complementar. Ela se sobressai e garante a eles esse direito”, concluiu.

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