Deputado entra na Justiça contra aumento de 24,5% nas contas de água em Manaus 

Fausto ressalta que neste período de pandemia “é desumano aumentar o preço de serviços essenciais, como o fornecimento de água”

Manaus – O deputado estadual Fausto Jr. (MDB) promete entrar na Justiça para que reajuste de 24,5% na conta de água, anunciado pela empresa Águas de Manaus, seja cancelado imediatamente. “Não podemos aceitar que as empresas aumentem de forma abusiva as contas de água e luz, que são serviços essenciais à vida de todos”, afirmou o deputado.

Deputado entra na Justiça contra aumento de 24,5% nas contas de água em Manaus . (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Fausto ressalta que neste período de pandemia, onde milhares de amazonenses perderam o emprego, é desumano aumentar o preço de serviços essenciais, como o fornecimento de água.

“Estamos vivendo um momento atípico da economia. A população teve o custo de vida aumentado de forma significativa, e novamente está sendo lesada por mais um aumento de tarifa”, criticou Fausto.

Nas redes sociais, o deputado explica que o contrato de concessão assinado pela Águas de Manaus corrige a tarifa de acordo com o aumento do dólar e pelo Índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas.

“O aumento afeta diretamente a vida das famílias. Por isso, sou contra o reajuste nesse momento de crise. Vamos buscar na Justiça, o cancelamento do reajuste”, declarou Fausto.

Caso a tarifa entre em vigor, o cliente residencial que hoje paga R$ 3,986 pelo consumo de até dez metros cúbicos passará a pagar R$ 4,963. Se o consumo ultrapassar os 60 metros cúbicos, a tarifa vai subir de R$ 21,360 para R$ 26,319.

Reclamações

Moradores do bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, questionaram, o aumento no valor da tarifa de água.
De acordo com moradores do local, o reajuste é abusivo porque a empresa não fornece os serviços de forma regular. Além disso, os consumidores afirmam que ainda vivenciam os impactos econômicos negativos trazidos pela pandemia da Covid-19.

De acordo com a aposentada Seleste Maciel, 64, que mora em uma casa na Rua Esribe, na comunidade Santa Inês, todos os dias o abastecimento de água é interrompido no local. Seleste vive com a irmã gêmea, dona Cilda Maciel, e afirmou que não tem condições de arcar com as contas de água, caso fiquem mais caras.

“Eu pago a minha água em dia e não acho justo este aumento. Nesta pandemia, onde estamos sem emprego, precisamos vender doces para sobreviver e poder comprar algo. Com esse reajuste, ou a gente come ou paga água”, disse a aposentada.

O padeiro, José do Socorro, que também vive na rua Esribe, afirmou que, por conta dos elevados valores da conta de água e a má prestação dos serviços, tomou a iniciativa de cavar um poço na própria residência e acrescentou que não vê sentido no aumento da conta, diante da precariedade do serviços de água.

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