Deputado pede cancelamento do pleito para conselheiros tutelares

Roberto Cidade (PV) aponta uma pane no sistema de apuração que teria alterado os resultados das urnas

Manaus – A eleição para conselheiros tutelares de Manaus, realizado no último domingo (6), foi abordada pelo deputado estadual Roberto Cidade (PV), nesta terça-feira (8), o qual pediu o cancelamento do pleito, devido a falta de transparência na apuração.

Em discurso realizado no Plenário Ruy Araújo da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), o parlamentar pede que seja realizado um novo certame. “Que seja feito um pleito com lisura para que quem realmente vença, possa ocupar o cargo com honestidade”, falou.

Apuração dos votos foi realizada na noite do domingo (6). (Foto: Divulgação)

De acordo com o parlamentar, que acompanhou a apuração dos votos pelo site da Prefeitura de Manaus, conselheiros que foram eleitos no domingo, ‘printaram’ os resultados e fizeram suas festas de comemoração. No entanto, na segunda feira (7), o painel de resultados mostrava os mesmos candidatos sem votação expressiva, e os menos votados sendo eleitos.

“Eu acompanhei os resultados da apuração das urnas na área da zona leste 1. Por volta das 22h, o candidato Ademar Aguiar, por exemplo, estava eleito com 2.232. Em seguida aparecia o Elielton, o Jairo e o Pastor Carlos. Todos receberam votos significativos e dormiram eleitos. Na segunda-feira, quem tinha 2 mil votos, aparecia com 900 e quem estava eleito, com 1400 votos, tinha apenas 500. Inexplicável”, disse Cidade.

O deputado explicou, ainda, que recebeu uma denúncia de um dos conselheiros, o qual relatou ‘um problema no sistema de apuração’, por volta das 23h, o que alterou os resultados apurados.

“O que chegou até a mim foi que houve uma pane, por volta das 23h no sistema e quando foi normalizado, duas horas depois, os votos estavam computados de maneira errada em todas as zonas da cidade. Era o sistema da Prefeitura. Várias urnas eletrônicas e acontece isso? Esse pleito precisa ser cancelado e que seja feito um novo. Com transparência e lisura, pois o atual, não tem legitimidade”, concluiu Roberto Cidade.