Deputados pedem investigação sobre morte de preso por atos extremistas

Cleriston Pereira da Cunha morreu depois de sentir um mal súbito em um banho de sol na penitenciária da Papuda, em Brasília

Brasília – Um grupo de deputados federais de quatro partidos políticos solicitou nesta quarta-feira (29) à Polícia Civil do Distrito Federal uma investigação sobre a morte de Cleriston Pereira da Cunha, que estava preso por suspeita de participação nos atos extremistas de 8 de janeiro. O empresário morreu após sentir um mal súbito durante um banho de sol na penitenciária da Papuda, em Brasília, no dia 20 deste mês.

Cunha, réu pelo 8/1, morreu na Papuda. (Foto: STF/Reprodução)

Na lista dos 18 deputados que pedem a investigação estão Carla Zambelli (PL-SP), Zé Trovão (PL-SC), Professor Paulo Fernando (Republicanos-DF) e Coronel Ulysses (União Brasil-AC). Segundo os parlamentares, eles buscam “uma investigação completa para determinar se a negligência contribuiu para a morte de Cleriston”.

O R7 teve acesso a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), do dia 1º de setembro, em que foi recomendada a liberdade provisória do réu por ele ter sequelas após ter contraído Covid-19.

Desde a prisão, Cunha vinha recebendo acompanhamento médico na penitenciária. A defesa do empresário afirma que ele teria se sentido mal durante toda a noite, mas não recebeu atendimento dos responsáveis. O advogado da família diz que os agentes de plantão foram omissos.

A defesa havia solicitado um habeas corpus para Cleriston, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. No dia 20 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes requisitou informações detalhadas da morte dele, com cópias do prontuário e relatório médico dos atendimentos recebidos pelo interno durante a custódia.

Problemas de saúde

Na Papuda, Cleriston Pereira da Cunha era acompanhado por uma equipe médica e recebia remédios para diabetes e hipertensão. No último depoimento às autoridades, ele as avisou sobre os problemas de saúde. Em 31 de julho, ele contou ter vasculite aguda, o que o fazia desmaiar e ter falta de ar no presídio.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF, Cunha estava no pátio quando passou mal, por volta das 10h. O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, e duas viaturas entraram na unidade prisional às 10h18 para prestar socorro. As equipes tentaram a reanimação cardiorrespiratória, sem sucesso, e a morte de Cunha foi declarada às 10h58.

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