Deputados questionam o secretário de saúde na ALE

A Comissão de Saúde realizou audiência para debater ações de enfrentamento à pandemia da Covid-19

Manaus – Por causa dos hospitais lotados, sem vagas para internação e a falta de planejamento para evitar o colapso nas unidades de saúde e a falta de oxigênio, a Comissão de Saúde e Previdência (CSP) da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), realizou uma Audiência Pública, ontem, para cobrar ações de enfrentamento à Covid-19 no Estado e o plano de vacinação. Estavam reunidos os deputados estaduais Mayara Pinheiro (PP), presidente da comissão, Wilker Barreto (Podemos), Dermilson Chagas (Podemos) e deputado Ricardo Nicolau (PSD).

A vacina foi debatida, mas não foi informado sobre o planejamento para vacinar a população no estado (Foto: Reprodução/Rede social)

Na semana passada, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), disse que o Amazonas está na fase roxa da pandemia, considerada de alto risco, com o aumento no número de casos, internações e mortes. A comissão, então, convocou as autoridades para tratar das informações detalhadas acerca do cronograma de vacinação contra à Covid-19, a ampliação de leitos na rede pública de saúde, entre outras pautas.

Participaram do debate, o secretário de Estado da Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo; a secretária municipal de Saúde (Semsa), Aline Martins, subsecretária de Administração e Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa); representantes da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Ministério Público do Amazonas (MP-AM), Ufam, e UEA.

O secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campelo, foi questionado pelos deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas sobre a falta de oxigênio nas unidade hospitalares que, segundo a própria secretaria revelou no último dia 7, havia falta de oxigênio nas unidades.

“Existe um projeto deste setembro na SES para as instalações das usinas. Nos polos do interior e nas três unidades, 28 de agosto, Platão Araújo e João Lúcio ao custo de R$ 250 a R$ 300 mil”, disse o deputado Wilker Barreto.

Marcelus Campello respondeu o questionamento: “O plano de contingencia prevê várias alternativas inclusive essa das usinas. Esse fortalecimento das usinas. Inclusive nos licitamos uma usina para Humaitá, inclusive foi empenhado e tudo mais. Está tramitando a história dessa usina. Mas como eu falei para vocês, a falta do oxigênio. Nunca se falou nessa possibilidade. Nunca houve essa projeção de falta de oxigênio porque nunca houve”, disse o secretário.

O deputado Dermilson Chagas comentou: “Vocês estão correndo atrás do rabo. O custo disso de R$ 300 mil é tão insignificante. E o senhor como engenheiro civil, sabe muito bem, que para produzir um negócio desse com 60 ou 40 dias. Entre a primeira onda e a segunda onda, nós temos um tempo que era para o estado era para estar preparado. Até agora o ministério público não investiga qual é a falta de investimento, e porque não investiram entre a primeira e a segunda pandemia”.