Eduardo anuncia mobilização para suspender resolução federal que prejudica produção de bicicletas no PIM

Medida determina a redução gradual da alíquota do imposto de importação do produto: de 35% para 30% em março, 25% em julho e 20% em dezembro

Brasília – O senador Eduardo Braga (MDB/AM) anunciou, nesta quinta-feira (18), que será apresentado um projeto de decreto legislativo para suspender os efeitos da decisão do governo federal de reduzir, a partir de 1º de março, a alíquota do imposto de importação de bicicletas.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta, a resolução do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, determina a redução gradual da alíquota: de 35% para 30% em março, 25% em julho e 20% em dezembro.

Eduardo anunciou uma mobilização para suspender a resolução federal que prejudica a produção de bicicletas no PIM (Foto: Vagner Carneiro/Divulgação)

A medida, antecipada na noite de quarta pelo presidente Jair Bolsonaro, por meio das redes sociais, coloca em risco os cinco mil empregos diretos e indiretos mantidos pelo segmento presente no Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Junto com a bancada do Amazonas no Congresso, estamos trabalhando na elaboração de um projeto de decreto legislativo que visa sustar esta resolução”, disse Eduardo em vídeo publicado nas redes sociais. “Passaremos a ser invadidos por bicicletas produzidas na China, gerando empregos na China e desempregando brasileiros justamente num momento em que o Brasil precisa gerar emprego e renda para garantir a sobrevivência do nosso povo”, completou.

Confira o vídeo do senador:

Não é o momento certo para alterações tributárias que irão por em risco mais de 14 mil empregos no Amazonas. Temos uma proposta prática para evitar o agravamento do desemprego no nosso estado. 💪👏👏👏

Posted by Senador Eduardo Braga on Thursday, February 18, 2021

Ainda no vídeo, o parlamentar lamentou que a iniciativa do governo federal seja tomada justamente em meio à pandemia de Covid-19, que já vitimou mais de 10 mil cidadãos amazonenses. “Num momento em que o Amazonas vive um caos na Saúde pública em função da incompetência e da incapacidade do governo do Estado em resolver questões básicas”, observou.

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