Amazonino Mendes agradece apoiadores e diz que entende protesto nas urnas

Governador eleito afirmou que as pessoas que anularam o voto ou votaram em branco protestam contra a crise política. Ele planeja criar comissão para levantar dados da atual gestão

Manaus – O governador eleito Amazonino Mendes agradeceu, após o resultado das eleições suplementares, seus apoiadores, com destaque para o senador Omar Aziz (PSD) e o prefeito Arthur Neto (PSDB). Amazonino afirmou que as pessoas que anularam o voto ou votaram em branco foram de pessoas que estão desempregadas e ressaltou que entende o protesto.

Amazonino Mendes foi eleito governador do Amazonas, neste domingo (Foto: Eraldo Lopes)

“Este não é problema local, se tivesse eleição em São Paulo, Pará ou Rio Grande do Sul, haveria número igual. Este fenômeno não é local e nem em decorrência dos candidatos como alguns apressados querem mostrar. Na verdade, o processo político é o grande responsável. Este número que tem o Brasil de 14 milhões e desempregados, e no nosso Amazonas 300 mil de desempregados, são dados suficientes para a gente pensar com calma e saber que há na nossa vida pessoas que estão em grande grau de sofrimento, que não podem sustentar sua família, pagar contas de luz, não podem pagar nada. Então, é natural e eu me coloco no lugar deles. Se eu tivesse desempregado, e as notícias que explodem ao longo destes anos, o mal comportamento político. O que uma pessoa desta vai fazer numa eleição? Vai votar em protesto e gente tem que respeitar, e eu respeito. Receio que este voto nulo é da maioria das pessoas desempregadas”, afirmou.

Questionado sobre as primeiras ações a ser realizado, Amazonino disse que irá nomear uma comissão para fazer levantamento dos dados e informações do governo do Estado. “Para que a gente, quando eu tomar posse, tenha base de algum conhecimento e o presidente desta comissão, eu já escolhi, será o Francisco Deodato (ex-secretário municipal de saúde quando Amazonino foi prefeito de Manaus)”, afirmou.

O prefeito de Manaus Arthur Neto afirmou pretender que Amazonino faça ações voltadas para a saúde e faça uma política de austeridade fiscal dura. “Ele prometeu que seria assim, que ele faça um ataque na insegurança pública, que é uma coisa muito grave hoje e que por ele responde o crime organizado, que forma um cartel perigosíssimo, ameaçando o Brasil com as demais facções do resto do País. Então, iremos trabalhar juntos, para fazermos, quando melhorar a situação do Estado, a ação conjunta, a prefeitura está com a situação financeira muito organizada. O governador tem o dever agora de cumprir e certamente vai ter competência para isto, que é organizar as finanças de um Estado que vai pegar estrangalhado”, afirmou.

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