Hissa Abrahão critica segurança do AM e quer discutir sobre audiências de custódia

O candidato ao Senado pelo Amazonas foi entrevistado na série da RÁDIO DIÁRIO, na manhã desta segunda-feira (17)

Manaus – Em continuidade a série de entrevistas com os candidatos ao Senado Federal pelo Amazonas, o programa DIÁRIO DA MANHÃ, da RÁDIO DIÁRIO 95,7, recebeu, na manhã desta segunda-feira (17), o deputado federal Hissa Abrahão (PDT). O candidato, que faz parte da coligação do atual governador do Amazonas e que busca a reeleição, Amazonino Mendes, aproveitou a oportunidade para esclarecer que não tem relação política com ele e teceu duras críticas à questão da segurança no Estado.

Hissa Abrahão é um dos candidatos ao Senado, pelo Amazonas (Foto: Eraldo Lopes)

Abrahão adiantou que, caso seja eleito, buscará soluções para vencer a questão dos entorpecentes no Estado. “A maconha e a cocaína estão ‘comendo’ a mente da nossa juventude. A segurança precisa de articulação e a população precisa de respeito. Há necessidade de se restabelecer um novo comando de segurança pública que tenha autoridade. Coronel dá ordem, o de baixo tem que receber a ordem. Está uma subversão dentro da Polícia Militar (PM) e o policial não pode fazer milagre. Os políticos estão sendo omissos, estão deixando isso acontecer. Fingem que estão trabalhando, fingem que estão fazendo alguma coisa e, na realidade, não estão fazendo nada. Ou enfrentamos com coragem e força ou fazem conluio que é o que está acontecendo. Está acontecendo no Rio, em São Paulo e eu não quero acreditar que esteja acontecendo no Amazonas. O sistema de segurança pública combinando com traficante, com dono de facção as áreas onde podem atuar e todo mundo fingindo que está tudo bem”, declarou.

Outro problema que Abrahão está disposto a discutir no Senado é a Audiência de Custódia. “Tem policial que está com receio de prender bandido. Porque ele vai para audiência, diz que o policial agrediu ele e o juiz vai e libera. Depois o bandido fica rindo do policial. Ou damos o resguardo para o PM ou vamos começar a dizer que ele não precisa mais combater o crime. A ideia é dar total liberdade para a polícia. Para isso, a corregedoria da PM precisa estar do lado do policial. Então, uma das nossas propostas é ajudar, por meio de recursos federais, o problema de segurança pública e, principalmente, o combate às drogas”, disse.

Além disso, Abrahão destacou um dos ‘dramas’ vividos pelo brasileiro que é o desemprego. “Nos últimos três anos, o número de desempregados dobrou passando de 6 milhões para 13,5 milhões. É um dado extremamente alarmante. Portanto, ano passado, 28% dos jovens de 18 a 24 anos ficaram sem trabalhar e sem estudar. De dezembro de 2017 a maio de 2018, o Distrito Industrial demitiu 42 mil pessoas. O Brasil, nos últimos três anos, fechou mais de 75 mil lojas. As pessoas vivem hoje preocupadas com o almoço de amanhã”, disse ele.

Entre suas propostas para melhorar o quesito de emprego e renda, o candidatou adiantou que o “Brasil é um País autossuficiente em petróleo”, mas, em 2017, foram gastos US$ 13 bilhões na compra de diesel no exterior, segundo ele. “Porque o BNDES não cria uma linha de crédito para reindustrializar o Brasil? De cara, vamos gerar 400 mil empregos diretos. Agora, um senador tem que ser ‘cricri’, tem que trabalhar, ajudar, fazer o possível para gerar emprego e renda”, salientou.

Outra proposta do candidato para geração de emprego está na agricultura. “Nós somos um País agrícola. No ano passado, gastamos US$ 11 bilhões comprando fertilizante, adubo e maquinário. Se plantamos mandioca nós vamos comprar maquinário de fora? É possível nós aquecermos nossa economia quando dizemos para o investidor, para o industriário: está aqui o Brasil, ele tem uma linha crédito, os juros são baixos, você pode pegar esse empréstimo, investir na montagem de maquinário, investir na produção de adubo e fertilizante e produzir aqui gerando emprego e renda”, finalizou.

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