Pastores pedem que fiéis não votem em candidatos com ‘ideologias anticristãs’

Na chamada ‘Carta Aberta à Igreja Brasileira’, os líderes religiosos fazem recomendações para que os eleitores apoiem propostas contra o aborto e não votem em envolvidos em casos de corrupção

Brasília – Em carta divulgada nas redes sociais e escrita para ser lida em igrejas, pastores evangélicos de denominações históricas pedem que fiéis não votem em candidatos com “ideologias anticristãs” nas eleições. Além disso, os líderes religiosos fazem recomendações para que os eleitores apoiem propostas contra o aborto e não votem em envolvidos em casos de corrupção.

Carta orienta eleitores sobre os princípios do voto dos religiosos (Foto: Ascom/TSE)

A chamada ‘Carta Aberta à Igreja Brasileira’ começou a circular na última segunda-feira, 10, após o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) ser atacado com um golpe de faca no abdômen em Minas Gerais. Entre os pastores que assinam o documento, está Franklin Ferreira, da Igreja da Trindade, diretor-geral do Seminário Martin Bucer.

Nas redes sociais, Ferreira tem defendido Bolsonaro e criticado discursos de oposição a ele, mesmo sem declarar voto. Augustus Nicodemus Lopes, pastor auxiliar na Primeira Igreja Presbiteriana do Recife e um dos principais nomes da organização no País, também assina o manifesto.

Numa lista de pedidos, a carta pede que “o Senhor, o Deus Triuno, mude o coração daqueles que estão dispostos a votar em candidatos envolvidos em casos de corrupção, nem permita que estes sejam eleitos”. Em outro ponto, a oração dos líderes é que Deus “refreie a representação de ideologias anticristãs em nossos Parlamentos estaduais e no Congresso Nacional”.

Os líderes dedicam um trecho da carta para fazer algumas ‘recomendações’ aos fiéis. Entre elas, está o pedido para que apoiem nomes na eleição “que defendam a dignidade do ser humano e a vida em qualquer circunstância, desde sua concepção no ventre materno”, numa referência contra a descriminalização do aborto.

“Rejeite candidatos com ênfases intervencionistas na esfera familiar, educacional, eclesiástica e artística”, diz outro trecho. Os pastores fazem um apelo para que os eleitores apoiem candidatos comprometidos com a “função primordial do Estado em prover e promover justiça e segurança para seus cidadãos”. No fim do documento, os pastores sugerem que os fiéis peçam autorização para ler a carta nas igrejas e compartilhar o texto nas redes sociais.

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