Lula diz que vai fazer conferências para pessoas com deficiência

Candidato se reuniu com pessoas com deficiência e entidades

Brasília – O candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta quarta-feira (21) que, caso ganhe as eleições, no ano que vem vai convocar conferências para discutir políticas com as pessoas com deficiência.

(Foto: Reprodução / YouTube)

“Já no ano que vem haverá uma conferência municipal, estadual e nacional, para a gente fazer a revisão nas coisas que nós conquistamos. Aproveitar, e aprimorar aquilo que está fragilizado e tentar propor coisas novas, para que as pessoas com deficiência sejam tratadas com plenitude de respeito e democrática”, disse ao participar de um encontro com pessoas com deficiência e organizações que defender os direitos dessa população.

Segundo o candidato, as conferências são uma forma de retomar a construção de políticas que estavam em desenvolvimento nos seus dois mandatos à frente da Presidência. “Quando eu estava na Presidência nós fizemos 74 conferências nacionais. Eu participei da grande maioria delas. E nós vamos ter que voltar a fazer outra vez as conferências nacionais para que vocês coloquem quais são os novos problemas que surgiram”, disse.

Para Lula, sem cobrança da sociedade civil é muito difícil colocar em prática as medidas em favor dessas pessoas. “Porque, se vocês não colocarem, não exigirem e não brigarem, as coisas podem não acontecer. É todo um trabalho de convencer ministro, de convencer o presidente e depois todo o trabalho de convencer o Congresso e a sociedade”, acrescentou.

Entre os problemas que as pessoas com deficiência enfrentam, Lula destacou a demora para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo para essa população e para idosos com mais de 65 anos. “Tem muita gente sem receber BPC. O salário mínimo tem cinco anos que não aumenta. Tem gente na fila para receber um benefício há quatro anos. Coisa que a gente fazia em 20 dias. Ou seja, era para gente ter avançado muito mais”, ressaltou.

Para enfrentar esse e outros problemas, o candidato enfatizou que é preciso que as pessoas interessadas pressionem os governos. “Na hora que o Estado coloca isso como política pública tudo fica mais fácil. E vocês sabem que é todo um processo de educação para vencer todo um processo de resistência”.

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