Quase 700 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior

Primeiro turno das eleições é realizado em embaixadas, consulados e locais credenciados em 97 países

Brasília – Brasileiros que estão fora do País, mas têm entre 18 e 69 anos de idade, são obrigados a votar nas eleições deste ano. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, 4,4 milhões de cidadãos nascidos aqui vivem em outros países e, desse total, 697 mil estão aptos a participar do primeiro turno das eleições.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De acordo com a Agência Senado, que usa dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número é 39,21% maior do que a quantidade de eleitores nestas condições na eleição de 2018. Quem está fora do país vota em embaixadas e consulados.

No entanto, neste ano, a Justiça Eleitoral credenciou outros 21 pontos em cidades que não possuem representação diplomática. A medida foi feita para suprir o número de novos eleitores cadastrados longe do território nacional.

De acordo com a Justiça Eleitoral, 929 urnas eletrônicas serão distribuídas em 181 cidades de 97 países. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) é o responsável por organizar a votação fora do Brasil.

Nos locais que têm entre 30 e 99 eleitores, serão usadas urnas de lona, equipamento confeccionado em tecido de lona na cor branca com um mecanismo de fechamento com zíper e mais um sistema de lacre.

“As urnas de lona foram utilizadas pela Justiça Eleitoral entre as décadas de 1950 até o ano 2000, quando todo o eleitorado brasileiro passou a votar com a urna eletrônica”, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul.

Em Lisboa, capital de Portugal, 45,2 mil pessoas podem votar nas eleições brasileiras, sendo o lugar com o maior número de inscritos. Miami, nos Estados Unidos, tem 40 mil eleitores, e Boston, 37 mil. Em Nagoya, no Japão, são 35 mil eleitores aptos para o pleito deste ano.

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