Em discurso, Bolsonaro fala de pacificação, golpe e defende anistia

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou um colete à prova de balas durante a manifestação na Avenida Paulista

São Paulo – No seu discurso, neste domingo (25), durante manifestação na Avenida Paulista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que usou um colete à prova de balas, negou que houve tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2024, disse que busca “pacificação” e defendeu um projeto de anistia aos “pobres coitados” dos Atos do dia 8 de Janeiro.

(Foto: Reprodução / Metropóles)

“O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar uma maneira de nós vivermos em paz. É não continuarmos sobressaltados. É por parte do parlamento brasileiro, Nikolas, Gayer, Zucco, Feliciano, meus colegas aqui do lado, é uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Nós não queremos que seus filhos sejam órfãos de pais vivos”, disse.

Bolsonaro afirmou que quem depredou o patrimônio público deve pagar, mas que as penas “fogem ao mínimo da razoabilidade”.

“[Busco] É uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Nós não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridade no Brasil. Agora, nós pedimos a todos 513 deputados e 81 senadores um projeto de anistia para que seja justiça no nosso Brasil”, declarou.

O ex-presidente disse estar “orgulhoso” e “grato” pelos apoiadores terem ido ao ato neste domingo. Ele pediu também que seus apoiadores “caprichem” noto para as eleições municipais. Sobre eleições de 2026, Bolsonaro disse que “o futuro a Deus pertence”.

O ex-presidente reforçou que há uma tentativa de perseguição política.Declarou que, agora, adversários políticos citam uma tentativa irreal de golpe. “O que é golpe? É tanque na rua, arma, conspiração. É trazer classes políticas para o seu lado, empresariais. Nada disso foi feito no Brasil”, afirmou.

Ele ainda disse que para a adoção de um estado de sítio é preciso convocar os conselhos da República e da Defesa. “Isso aconteceu? Não”. Disse também que seria necessário mandar uma proposta para o Congresso. “É o Parlamento que decide se o presidente pode ou não editar um decreto de estado de sítio”, declarou.

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