Ale deixa de votar fim do recesso na crise

Na sessão extraordinária não remunerada, o governador foi alvo de duras críticas, a quem foi cobrado um pedido de renúncia e até a prisão

Manaus – Por falta de quórum, deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) deixaram de apreciar, nesta terça-feira, 19, a proposta do deputado Fausto Jr (MDB), de suspender o recesso parlamentar de 30 dias. O objetivo do retorno regular das sessões é discutir a crise na saúde agravada pela falta de oxigênio, a convocação dos gestores da saúde a até apreciação de pedido de impeachment do governador Wilson Lima. Na sessão extraordinária não remunerada, o governador foi alvo de duras críticas, a quem foi cobrado um pedido de renúncia e até a prisão.

De acordo com Josué Neto, para validar a proposta de fim do recesso seria necessária a participação de 13 deputados, mas somente dez se fizeram presentes – sendo sete de forma online e três presencialmente. Não foi concedido tempo para a formação de quórum mínimo. Com isso, as reuniões extraordinárias devem continuar às terças-feiras, até o fim do recesso.

Na sessão extraordinária não remunerada, o governador Wilson Lima foi alvo de duras críticas (Foto: Reprodução)

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) criticou o Governo do Amazonas e o culpou pela situação da Saúde. O parlamentar exigiu a convocação da cúpula da Secretaria de Saúde para explicar as ações para superar a crise.
“O momento que passa o Amazonas é o mais trágico da sua história. (…) Wilson Lima, um irresponsável, um inconsequente, um despreparado, que está, infelizmente, expondo seu povo a mortes hediondas. Morrer por falta de oxigênio, na minha opinião, é uma das maiores maldades que você pode punir o ser humano”, declarou.

Prisão

O deputado Dermisson Chagas (Podemos) lembrou as operações da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República (PGR) contra os desvios na Saúde, também investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ALE.  “Estamos denunciando esse genocida há mais de dois anos. “O fruto dessa consequência é a não prisão de Wilson Lima lá atrás. A Polícia Federal pediu, o Ministério Público pediu. Hoje, pagamos o pato pela omissão. Hoje temos a pandemia na crista da onda e no olho no furacão”, disse.

Renúncia

O deputado Delegado Péricles (PSL) lembrou que o Governo do Amazonas chegou a declarar que estava ‘preparado para receber os doentes’. r

“Ele exterminou pessoas, matou muitos irmãos amazonenses e não tem o mínimo de competência. (…) Governador, você demonstrou que não tem espírito público. Perdeu as condições mínimas para permanecer no poder. Evite o desgaste do impeachment. (…) Só quem lhe apoia é quem tem interesse próprio. O povo não lhe aguenta mais, então renuncie”, pediu Pericles.

Massacre

Já a deputada Mayara Pinheiro (PP) disse que havia um planejamento para a construção de usinas de oxigênio, mas o projeto foi engavetado.  “Creio que a gente presenciou o maior massacre por asfixia já visto nesse País. Isso é muito grave. (…)

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