‘Erros foram do Estado’, afirmam advogados de Sérgio Chalub

O empresário e diretor da empresa Líder Serviços de Apoio a Gestão de Saúde Ltda foi preso na manhã desta quarta-feira (2), durante a 4ª fase da Operação Sangria

Manaus – Um dos alvos da 4ª fase operação  Sangria, além do governador do estado, Wilson Lima, foi o empresário e diretor da empresa Líder Serviços de Apoio a Gestão de Saúde Ltda, Sérgio Chalub, preso na manhã desta quarta-feira (2). Os advogados do empresário, tentaram justificar a prisão de Chalub, durante uma coletiva de imprensa, realizada na sede da empresa, no bairro Parque Dez de Novembro, na zona Sul de Manaus, na tarde desta quarta-feira.

Conforme Giovanni Tavares e Marcos Takeda, o erro foi do governo do Amazonas, por não promover o contrato com o Hospital Nilton Lins, estruturado para receber pacientes de Covid-19 no ano passado.

“Inicialmente nós cremos que essa prisão foi completamente ilegal. Não existem nos autos elementos que fundamentem a prisão, supostamente nós teríamos participado de um esquema fraudulento para se beneficiar em licitações. Houve erros, mas não foram da empresa e sim do Estado” explicou Marcos Takeda.

Os advogados do empresário, tentaram justificar a prisão de Chalub, durante uma coletiva de imprensa, realizada na sede da empresa (Foto: Divulgação)

A empresa Líder Serviços de Apoio a Gestão de Saúde Ltda, fechou um negócio de R $4,5 milhões com  a Secretaria de Estado (SES-AM) para contratar 90 médicos para o Hospital de Campanha Nilton Lins, em junho do ano passado. O proprietário da Líder é suspeito de falsificar documentos para vencer licitação de contrato de mais de R$4milhões para serviço de diagnóstico de imagem de médica e alta complexidade. Os advogados informaram ainda, que parte do pagamento não foi feito ao Líder.

“A empresa foi chamada, cotou o menor preço e executou o serviço e não recebeu parte desse serviço ainda”, destacou Takeda.

Durante a operação, quatro veículos foram apreendidos na casado empresário. A polícia federal também esteve na sede da empresa, onde recolheu computadores. Os advogados entrarão com um pedido de habeas corpus, para que ele fique em prisão domiciliar.

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