Estado aumenta para 12 secretários na SES

O órgão aumentou em mais sete os secretários. Marcellus Campêlo e mais 11 secretários executivos na SES recebem entre R$ 9,5 mil e R$ 12 mil e custam, ao todo, cerca de R$ 161 mil ao mês

Manaus – Dois meses após assumir a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Marcellus Campêlo quase triplicou o número de secretários executivos que passou de quatro para onze. Em resposta ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), a secretaria informou que a estrutura organizacional da secretaria precisava ser modernizada.

De acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência do Amazonas, até agosto, a SES-AM tinha cinco secretários, incluindo o secretário Marcellus Campêlo, e os secretários executivos adjuntos de Atenção Especializada da Capital, Atenção ao Interior e do Fundo Estadual de Saúde. Sendo, Dayana Mejia, Cássio Roberto, Nívia Barroso e Thales Schincariol, respectivamente.

Ao todo, os cinco secretários da SES-AM, custaram por mês quase R$ 62.8 mil. O maior salário é do secretário Marcellus Campêlo que recebe mensalmente R$ 28 mil. Os demais secretários recebem entre R$ 6 mil a R$ 9 mil.

A secretaria informou que a estrutura organizacional da SES-AM precisava ser modernizada (Foto: Divulgação/Secom)

Com a alteração no número de cargos, o custo também aumentou. Atualmente, SES-AM conta com 12 secretários. Marcellus Campêlo e mais 11 secretários executivos que recebem em torno de R$ 9,5 mil a R$ 12 mil e custam, ao todo, cerca de R$ 161 mil ao mês. Se compararmos o antigo custo para o atual, houve um aumento de R$ 98 mil.

Atualmente, estão como secretários executivos: Nívia Barroso, do Fundo Estadual de Saúde; Silvio Romano, da Controladoria da Saúde; Thales Schincariol, de Assistência da Capital; Cássio Roberto, de Assistência do Interior; Marcus Vinícius, de Gestão Administrativa; Adriano Marques, de Orçamento e Finanças; Francisco Lourenço, de Tecnologia da Informação; Nayara Maksoud, de Políticas em Saúde; Moab Sherlan, de Atenção à Urgência e Emergência; Márcia Florinda, de Assistência Especializada da Capital; e Rita Vasconcelos, de Descentralização e Regionalização do Interior.

Em resposta aos questionamentos do GDC, sobre o aumento exponencial no número de secretários executivos, a assessoria de comunicação da SES-AM informou que “a ampliação da estrutura organizacional da secretaria foi possível com o remanejamento de cargos já existentes em outras pastas para a Saúde. Responsável pela coordenação de cerca de 20 mil servidores, em 57 unidades na capital e mais 60 no interior, a estrutura organizacional da secretaria precisava ser modernizada”.

A nota informa ainda que “o desenho da estrutura anterior, extremamente verticalizado, concentrava muitas atribuições em poucos gestores, o que acabava refletindo no tempo de tomada de decisões. Com a divisão de responsabilidades, a resposta às demandas da população será mais rápida e eficiente. Com isso, as secretarias estão focadas em ações estratégicas do órgão”.

Em uma pesquisa rápida no site de outras secretarias de saúde no Brasil, visualizamos que a Secretaria de Saúde de São Paulo (SES-SP), dispõe no seu quadro apenas dois secretários, o geral e o adjunto. A estrutura conta apenas com assessoria técnica, ouvidoria, chefia de gabinete e consultoria jurídica, cargos que a SES-AM também possui.

Anúncio