Frente parlamentar vai discutir inovações para a ZFM

A proposta de criação da frente é dos vereadores Ewerton Wanderley, Dr. Alonso e Marcelo Serafim e visa debater alternativas a Zona Franca, sem deixar de lado o modelo econômico

Manaus – Parlamentares da Câmara Municipal de Manaus (CMM) oficializaram nesta quarta-feira (17), na sede do parlamento municipal, apoio à Frente Parlamentar do Polo Tecnológico de Manaus, durante Tribuna Popular de apresentação da proposta à parlamentares, instituições acadêmicas e empresas privadas. O evento contou com a participação do senador pelo Amazonas Plínio Valério (PSDB).

A ideia de criação da frente partiu dos vereadores Ewerton Wanderley (PHS), Dr. Alonso (Podemos) e Marcelo Serafim (PSB) e visa debater alternativas ao modelo do Polo Industrial de Manaus (PIM), sem deixar de lado o atual modelo econômico.

Instituições empresariais e de ensino também irão participar das discussões (Foto: Robervaldo Rocha/CMM)

Entre os vereadores que aderiram a proposta está o próprio presidente da CMM, vereador Joelson Silva (PSDB). Joelson destacou que a iniciativa é um tema inovador para alavancar uma nova matriz econômica na geração de emprego e renda em Manaus, além de promover debates, integração e cooperação técnica e científica entre atores da cadeia produtiva da industria de inovação tecnológica com o parlamento.

“Essa iniciativa irá trazer bons frutos à cidade de Manaus. A Casa sai na frente reunindo vários segmentos como a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), institutos de pesquisas tecnológicas e grupos empresariais”, disse.

Também presente na tribuna, o senador Plínio Valério prometeu apoio no Senado Federal para a implantação do projeto. “O Amazonas precisa disso, nós que defendemos a Zona Franca em Brasília, precisamos de argumentos para isso, então, a sustentabilidade e a preservação da nossa floresta com a implantação de uma nova matriz econômica para o nosso Estado”, afirmou o senador.

Por sua vez, Ewerton Wanderley (PHS) comemorou as novas adesões à Frente Parlamentar e defendeu o polo tecnológico como uma nova matriz econômica alternativa e sustentável para o Amazonas. “Sabemos o quanto a Zona Franca é bombardeada, principalmente, pelos empresários do centro-sul do Brasil, e até pelo governo federal, atual e antecessores. Precisamos criar uma solução, uma nova matriz econômica, que possa competir com a Zona Franca na geração de emprego e renda, diminuindo assim a nossa dependência desse modelo”, frisou.

A Frente nasceu para mobilizar e promover o debate entre a sociedade civil e casas legislativas para elaboração de um estudo técnico que embase a construção de uma legislação tributária diferenciada, que torne Manaus um ambiente atrativo para a instalação de indústrias de softwares, start-ups, entre outros.

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