Gastos de R$ 730 milhões são alvos de críticas

Deputados estaduais do Amazonas criticam pagamentos de exercícios anteriores feito pelo governo de Wilson Lima em meio à crise da saúde provocada pela pandemia do coronavírus

Manaus – Deputados da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) criticaram os pagamentos de R$ 736 milhões de restos a pagar feitos pelo governo do Estado, em plena crise do coronavírus, conforme matéria do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), e pedem que os órgãos de fiscalização verifiquem quem foi beneficiado com a liberação do montante.

O deputado estadual Wilker Barreto denunciou, na manhã de segunda-feira (6), no programa ‘DIÁRIO DO MANHÃ’, na RÁDIO DIÁRIO 95,7 FM e na RECORD NEWS MANAUS, canais 27.1 e 78, a falta de organização das finanças do Governo do Amazonas, no combate ao novo coronavírus (Covid-19).

“Faltou coragem. As pessoas dizem que o Wilson (Lima) não tem culpa. Realmente isso é acúmulo de outras gestões, mas o governador tem que fazer o que tiver ao seu alcance para defender seu povo. Eles já sabiam que tínhamos somente 69 respiradores. O Amazonas teve janeiro, fevereiro e março para comprar materiais. Tínhamos uma arrecadação de R$ 500 milhões, maior que a do ano passado. O problema não foi dinheiro, foi falta de prioridade”, afirmou o deputado.

O Amazonas passa por dificuldades para evitar o colapso do sistema de saúde em meio ao aumento de casos de Covid-19 (Foto: Michell Melo/Secom)

Já o deputado Dermilson Chagas (Progressistas) disse que os recursos do Estado estão sendo mal geridos no combate à crise do coronavírus e pediu que os órgãos de fiscalização verifiquem quem foi beneficiado com a liberação do montante.

“Existe uma pressão muito grande do governo em pagar exercício anterior. Só precisamos saber por quê. A prioridade deveria ser Saúde, compra de equipamento para UTIs, compra de equipamento de segurança para profissionais de Saúde. Se fosse para pagar pelo menos a mão de obra que está com salário atrasado eu ficaria feliz, mas estamos vendo que a prioridade do governo com a Saúde é zero”, disse ele.

De acordo com o parlamentar, o Estado não está suportando sequer 50 pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), contrariando discurso anterior de que a estrutura da Saúde estava preparada para atender à demanda que viria com o coronavírus.

“O pagamento de R$ 736 milhões revela um gasto desnecessário, sem prioridade, que deixa muito a desejar. Espero que os órgãos de fiscalização policiem porque está uma afronta e o ideal é o Ministério Público fazer uma investigação mais detalhada para saber qual deste fornecedores do Estado está sacando dinheiro em caixa”, finalizou.

Para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB)qualificou de equívoco os pagamentos feitos pelo Estado. “Definição errada de prioridade. O governo tinha que está voltado para solucionar o problema da Saúde. Na questão do que estava para trás, tem que administrar caso a caso, parcelando, alongando a dívida, pleiteando descontos e não fazer isto que fez, gastar mais de R$ 700 milhões no pagamento de dívidas para trás e não comprar, por exemplo, respiradores”, afirmou o parlamentar.

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