Governo deixa de pagar direitos aos profissionais da saúde e Wilker Barreto cobra resolução

Os profissionais reivindicam o recebimento integral de 13 plantões; e não de 10, como ocorre

Manaus –   Representantes dos contratados diretos de técnicos de enfermagem para a rede estadual de Saúde, que atuam em diversos hospitais de Manaus, estiveram nesta quinta-feira (4) na galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE) e reivindicaram o pagamento de direitos trabalhistas, como periculosidade, ticket alimentação e recebimento integral de 13 plantões; e não de 10, como ocorre.

O deputado estadual Wilker Barreto afirmou que está em tratativa para uma nova reunião com o secretário de Estado de Saúde (SES-AM), Anoar Samad, a fim de cobrar soluções à classe.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Santas Casas, Entidades Filantrópicas e Religiosas e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Amazonas (Sindpriv-AM) mais de 5 mil profissionais não estão recebendo os benefícios, mesmo previsto em contrato, e com a carga elevada do pico da pandemia até os dias atuais.

(Foto: Wilkinson Cardoso/Divulgação)

“Estamos pedindo para que os direitos possam ser cumpridos, pois esses profissionais recebem R$ 1.400. Com isso, pagam aluguéis, alimentação, contas e com não dá para se sustentar. Muitos deles que estão com sequelas da Covid-19, e continuam trabalhando, pois nunca pararam. O governador não pode dizer que não está sabendo da situação, não paga porque não quer. Queremos o que está no contrato”, disse a presidente do Sindpriv-AM, Graciete Mouzinho.

Em janeiro de 2021, quando houve a contratação dos profissionais, o Governo do Amazonas chegou a ressaltar a ação como ‘sucesso do modelo de gestão por contratação direta, trabalho de resgate social, e de reconhecimento aos servidores’. A realidade, no entanto, não condiz com as promessas do Executivo. É o que confirma Eres Gonçalves,  36, técnico de enfermagem no Platão Araújo.

“Somos desvalorizados, tratados sem dignidade. Estão tirando um direito que é nosso. Trabalhamos pressionados, com a falta de equipamentos, não temos alimentação de qualidade dentro dos hospitais, nosso psicológico está afetado, e nossos direitos ainda não são respeitados por parte do Governo do Amazonas. Isso é vergonhoso, ainda mais a gente que trabalhou na pandemia. Perdemos parentes, ficamos doentes, e continuamos na luta”, disse o profissional que atual na semi-intensiva, diante de outros colegas do Hospital 28 de Agosto, Dona Lindú, João Lúcio, Balbina Mestrinho, Francisca Mendes, Upa José Rodrigues, entre outros.

Cobrança ao Governo

Wilker Barreto disse que irá reunir mais uma vez com o secretário de saúde do Amazonas e cobrar celeridade do Executivo para resolver as pendências do contrato, que em janeiro de 2022 completa dois anos, podendo ser prorrogado para mais dois anos.

No dia 10 de agosto deste ano, o Líder da Oposição chegou a se reunir com o titular da pasta da saúde, e atualizou o secretário da demanda, uma vez que Anoar Samad é o quinto a assumir a SES-AM na gestão Wilson Lima (PSC). Desta vez, o deputado irá solicitar a resposta oficial do Estado.

“O objetivo da última reunião foi o marco zero, para nós atualizarmos o secretário dos problemas que trago de forma cotidiana nesta tribuna. Nossos soldados que estiveram na frente de batalha merecem respostas e que compromissos sejam honrados, é o mínimo. O Governo já teve tempo suficiente para chegar a uma medida resolutiva”, destacou Barreto.

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