Governos de Bolsonaro e Wilson Lima são alvos de protestos em Manaus

Organizadores pediram o impeachment do presidente e também diziam palavra de ordem como “Wilson Lima, vou te dizer, a CPI vai pegar você”

Manaus – Neste sábado (19), partidos de oposição, sindicalistas e sociedade organizada promoveram mais um protesto, em Manaus, contra o governo de Jair Bolsonaro e a gestão de Wilson Lima. Os manifestantes se reuniram na Praça da Saudade, no Centro, zona sul da capital, e saíram em passeata, as 16h, até o Largo São Sebastião, na mesma região.

No Largo, organizadores discursaram sobre carro de som, onde pediam o impeachment do presidente.

Outra pauta dos manifestantes foi contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Representantes lembraram as denúncias apresentadas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado Federal, e pediram a saída do chefe de Estado.

Para a secretária da Juventude Trabalhadora do Sindicato os Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Amazonas (Sinteam), Beatriz Calheiro de Abreu, o ato ocorreu para lembrar as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no País.

“O governo federal reduziu a verba para a Educação e não tem ajudado a população brasileira a resistir a fome, o desemprego, em um momento tão crítico para nossa população. Soma-se a isso a política ambiental aqui na Região Norte também. Nossa pauta também está ligada à política do governo do Estado, de Wilson Lima. Só agora próximo ao depoimento dele na CPI que chegaram as vacinas. Tivemos muitos problemas com o investimento na saúde para os trabalhadores da linha de frente. Estamos vendo também o retorno das aulas na rede estadual sem a segunda dose para os trabalhadores da Educação” frisou.

Durante o ato, palavra de ordem como “Wilson Lima, vou te dizer, a CPI vai pegar você” foi pronunciada com frequência pelos manifestantes.

Outros Estados

Milhares de manifestantes também se concentraram neste sábado (19) no Rio de Janeiro, em Brasília, São Luís, Goiânia e Recife. Segundo registros divulgados pelos organizadores, há protestos também em Belém, Teresina e João Pessoa, entre outras cidades no Brasil e no exterior.

No último dia 29 de maio, houve protestos contra o presidente em mais de 200 cidades. Apesar de maior atenção às recomendações de segurança, como o uso de máscaras durante todo o percurso, foram registradas aglomerações. Os protestos ocorreram de maneira pacífica, exceto no Recife, onde a repressão policial deixou duas pessoas cegas parcialmente e outros feridos. O presidente Bolsonaro minimizou tais atos, chegando a afirmar que faltou “erva e dinheiro” para os presentes.

Dentre os organizadores dos atos deste sábado estão partidos como o PT, PSOL e PCdoB, centrais sindicais e movimentos sociais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, Coalizão Negra Por Direitos, União Nacional de Estudantes (UNE), Campanha Nacional Fora Bolsonaro e Movimento Acredito.

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