João Doria cogita desistir de candidatura ao planalto

Doria conversa neste momento com aliados para consolidar sua decisão, mas deve oficializá-la apenas às 16h desta quinta

São Paulo – Uma possível desistência de João Doria (PSDB) à corrida pelo Planalto criou uma crise dentro do partido nesta quinta-feira (31). O pré-candidato à Presidência disse a aliados que continuaria no cargo de governador de São Paulo e que deixaria a legenda. Parlamentares da legenda confirmaram que Doria discute sua saída com aliados e não tomou sua decisão ainda. As informações são do Correio Braziliense.

(Foto: Reprodução)

A possível desistência é motivada por um racha interno no partido, com alguns membros desrespeitando as prévias realizadas em novembro do ano passado para apoiar a candidatura de Eduardo Leite (PSDB). Segundo fontes dos bastidores, Doria está tendo dificuldade para consolidar seu apoio dentro da legenda.

Um dos principais envolvidos na conversa é Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo, que assumirá o cargo caso Doria concorra à Presidência. A desistência do tucano seria um duro golpe para Garcia, que planejava desde 2018 concorrer ao governo paulista já na cadeira de governador. O vice-governador também pode deixar o partido caso Doria não saia do cargo.

João Doria acusa parte da legenda de não respeitar as prévias, como o deputado Aécio Neves (PSDB). Aécio e outros parlamentares se mobilizaram para defender a permanência de Eduardo Leite na sigla, já que cotava se filiar ao PSD para poder concorrer à Presidência.

Para o senador Izalci Lucas (PSDB), as prévias do partido devem ser respeitadas, mas Doria também tem a liberdade de deixar a candidatura. “Se você está num jogo, tem que seguir as regras. Agora, se o Doria acha melhor não concorrer, é uma decisão dele”, disse.

O senador afirmou também que Eduardo Leite é o substituto óbvio do partido caso Doria realmente desista da Presidência. “É natural que ele seja o nome cotado por ter concorrido com Doria nas prévias, agora que ele [Leite] decidiu ficar no partido. Mas ele também teria a mesma responsabilidade de pacificar internamente o partido, para depois buscar apoio de outros”, opinou.

Procurada, a assessoria de João Doria afirmou que ele só se manifestará em entrevista coletiva programada para as 16h de hoje.

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