Lideranças no AM minimizam as discussões entre Bolsonaro e o presidente nacional do PSL

Para líderes do PSL, atritos são normais

Manaus – O presidente estadual do PSL e deputado federal pelo Amazonas Delegado Pablo minimizou os atritos ocorridos na semana passada entre o Jair Bolsonaro e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. As trocas de farpas entre Bivar e Bolsonaro iniciaram na última terça-feira (8), quando um rapaz gravou um vídeo junto ao presidente Bolsonaro em que diz: “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife”. Bolsonaro então pediu para que ele não divulgasse a gravação. “Ó cara, não divulga isso, não. Ô, cara Bivar está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, recomendou.

Delegado Péricles e Pablo Oliva dizem que as divergências serão contornadas (Fotos: Divulgação)

Após a declaração, os atritos prosseguiram e, na quinta-feira (10), o líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (PSL-GO), disse ter formalizado o desligamento de alguns parlamentares do partido de comissões que integravam na Casa.

Delegado Pablo ratificou que o PSL é um partido que apoia o presidente Bolsonaro, tem ministros no governo federal, além de ter a liderança do governo no parlamento. “Alguns desentendimentos, que o presidente tenha, são relacionados a condução nacional do partido, mas os deputados – os parlamentares – não fazem parte da condução da legenda. E mesmo que o presidente não permaneça no partido – algo que ainda não está definido – os deputados não podem ficar sem partido”, disse.

Pablo explicou que quem ocupa cargo majoritária não precisa permanecer sem partido e pode, inclusive, ficar sem partido. Por outro lado, os parlamentares não tem este prerrogativa, porque os mandatos pertencem à legenda. “Independente de qualquer situação, irei continuar apoiando o presidente da República e esta questão só é tensa porque colocaram fogo neste assunto. No caso de outras legendas como DEM e o PRB e outros partidos que defendem o presidente, ninguém fala nada. Se coloca muita pressão em cima do PSL, eu não sei por quê”.

Para o presidente municipal do PSL, deputado estadual Delegado Péricles, divergências de pensamento dentro de uma sigla são naturais. “Neste caso, no entanto, o fato de um dos envolvidos ser o presidente do país deu sim dimensão muito maior ao fato. O PSL é uma sigla que existe há décadas e o nosso presidente Jair Bolsonaro é uma força política que sigo por ter a convicção de ser o melhor para o país. Forças que, em decorrência da enorme demanda de questões e problemáticas nacionais, podem sim pensar diferente e ter divergências, até porque não podemos confundir governo com partido. Acredito que essas questões serão solucionadas em breve, tendo como base que as discussões pelo país são muito maiores e merecem ser priorizadas”.

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