Live de deputado é interrompida por funcionário de hospital público; veja vídeos

O deputado Wilker Barreto (Podemos) estava na frente do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz para falar sobre contratos do Governo do AM com Organização Social (OS)

Manaus – O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) teve uma live interrompida, na manhã desta sexta-feira (14), em frente ao Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, quando justificava a necessidade de investigação do contrato firmado entre o Governo do Amazonas e a Organização Social (OS) que administra a unidade hospitalar na zona norte de Manaus.

Durante a transmissão, Barreto foi abordado de forma repreensiva por um funcionário da empresa do Grupo Magi, que não se identificou. Na ocasião, ele gravava um vídeo na parte externa do complexo hospitalar, quando o funcionário se aproximou e disse que “vídeo somente com autorização”. O parlamentar lembrou que o espaço é público, o que foi negado pelo homem.

Nas imagens divulgadas em suas redes sociais, Barreto denunciava o contrato de R$ 8,4 milhões pagos pelo governo do Estado para o Instituto Nacional de Desenvolvimento Humano e Social (INDSH), Organização Social (OS) que gerencia o Delphina Aziz. Mas durante a gravação do material no estacionamento do hospital, o parlamentar foi interrompido por um funcionário que atua no local, atitude que revoltou o deputado, devido a abordagem grosseira.

“Isso aqui é um aparelho público, aqui é dinheiro público, aqui não é dinheiro privado. Aqui dizem que eu não posso gravar o vídeo”, continuo Wilker Barreto na transmissão, enquanto o funcionário falava ao telefone.

Wilker aproveitou para ressaltar a abertura da CPI da OS e da Parceria Público-Privada (PPP), para investigar os contratos de gestão do complexo hospitalar da zona norte, sugerida pelo deputado na Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

“Eu venho aqui in loco dizer que este contrato precisa ser investigado. É um contrato já denunciado pelo Ministério Público Federal. Nós precisamos fazer a CPI da OS. Estou falando de um hospital que custa mais de R$ 300 milhões por ano, mas que não entrega o serviço na sua totalidade. Por isso que é obrigação da Assembleia investigar esse contrato”, finalizou.

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