Manifestantes protestam contra prisão do ex-presidente Lula, em Manaus

Cerca de 200 manifestantes, segundo organizadores, protestaram contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a favor da candidatura do petista a presidência da República

Manaus – Cerca de 200 manifestantes contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a favor da candidatura do petista a presidência da República fizeram, na tarde desta quarta-feira (4), um ato em frente ao prédio da Justiça Federal do Amazonas. Militantes de partidos de esquerdas como PT e PCdoB além de representantes de organizações sociais como União Nacional de Luta pela Moradia e Movimento Nacional de Luta pela Moradia participaram da mobilização.

Para o deputado estadual José Ricardo (PT), a manifestação também é em defesa da Constituição. “Estamos defendendo o direito do Lula ser candidato, entendemos que ele está sendo condenado em primeira e segunda instância de forma injusta porque é sem provas. É muito claro na nossa Constituição que, para que alguém seja condenado tenha que haver provas do crime, e as provas não apareceram, pela contrário, o Lula provou que não era proprietário de apartamento. Lula não está envolvido em atos de corrução, não tem dinheiro fora do país, então se percebe que é uma perseguição para inviabilizar a candidatura dele à presidência”, afirmou.

O presidente estadual do PT no Amazonas e também deputado estadual Sinésio Campos explicou que a manifestação ocorre em outras cidades e conta com participação de outros partidos e simpatizantes.
“Este é um ato em defesa da democracia para mostrar as pessoas a importância do ex-presidente Lula como líder político e também em reconhecimento por tudo que ele fez pelo Brasil e também pelo Amazonas: os programas sociais e, principalmente, pela luta história do Lula em defesa da democracia e da liberdade de imprensa. Desta forma, este não é apenas um ato pela não prisão do Lula, mas também por justiça, até agora são muitas conjecturas e nenhuma prova efetiva. Este também não é um ato contra a Justiça, mas pela politização que setores do Judiciário estão fazendo com a condenação do ex-presidente”, disse.

Para o membro da direção estadual do PCdoB, Yann Evanovick, o ato tem um simbolismo grande porque é o julgamento da presunção de inocência no ordenamento jurídico. “É muito perigoso uma reinterpretação que tem sido produzida pela Constituição Brasileira porque elas podem beneficiar ao grupo A ou a grupo B. A Constituição Brasileira é um instrumento isento, de proteção do estado democrático de Direito”, afirmou. A estudante Jéssica Italoema, 23, e diretora de mobilização da executiva estadual do PT, afirmou que a condenação do ex-presidente se deve a candidatura dele a presidência da República. “Nós defendemos que o Lula tenha direito a ser candidato a presidência. Se ele estivesse entre os últimos colocados nas pesquisas eleitorais, não haveria toda esta mobilização para torná-lo inelegível. Vemos uma perseguição jurídica para desmoralizá-lo politicamente”, disse.

Para o Secretário Estadual da Juventude do PT no Amazonas, Ruan Octávio, a perseguição ao ex-presidente Lula é uma continuação de um processo que iniciou em 2014 logo após a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. “Logo após a vitória da Dilma, os partidos de oposição e militância de direita nas redes sociais espalharam boatos de que as urnas foram fraudadas em favor da presidenta. Em seguida, o candidato derrotado Aécio Neves, disse que a Dilma não iria governar o país e começaram a votar pautas bombas para desestabilizar a economia do Brasil e o governo para, inclusive, criarem um ambiente propício para o impeachment. Colocaram os paneleiros para bater panelas, Mas e agora?! Depois das reformas do Temer, cadê os paneleiros? Cadê os palatinos da justiça que diziam que a Dilma era criminosa e que diziam que ela não tinha capacidade política para governar?”, questionou

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