MDB é contra a reforma do BPC, diz Braga; ‘seria criminoso com os idosos’

Segundo Eduardo Braga, a reforma do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pode gerar um impacto maior para o Estado. O senador também falou sobre a BR-319 e o comportamento de Jair Bolsonaro quanto à educação

Manaus – Em entrevista ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), na manhã desta sexta-feira (17), o senador Eduardo Braga (MDB) comentou sobre os temas pautados para o segundo semestre deste ano a serem discutidos no Congresso. Entre as pautas estão a reforma da Previdência e as obras da BR-319.

Braga afirmou que a BR-319 é uma luta que precisa ser mantida, permanentemente, pela atenção do governo federal para a causa. De acordo com o senador, e necessário criar medidas provisórias, com o intuito de diminuir as questões ambientais e dar celeridade as obras.

O senador Eduardo Braga concedeu entrevista ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO, na manhã desta sexta-feira (17) (Foto: Raquel Miranda/GDC)

Sobre a reforma da Previdência, Braga afirmou que o partido ao qual ele é filiado tem se posicionado contra a reforma do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo o senador, a reforma pode gerar um impacto maior para o Estado, pois, em cada quatro idosos, um recebe o benefício. Para ele, seria ‘criminoso’ com os idosos aprovar a proposta da maneira que foi encaminhada.

“Nós temos algumas lutas importantes para o Amazonas, como proteger o Estado na reforma da Previdência. A questão dos idosos, a agricultora familiar, que precisa ser preservada, e outras questões técnicas, como os professores, que não podem ser penalizados nessa reforma, da forma que estão querendo fazer”, acrescentou.

Braga criticou o contingenciamento da educação realizado pelo governo Bolsonaro. Para ele, o governo comunicou os cortes na pasta de forma errada e errou também quanto ao posicionamento, tanto por parte do ministro da Educação, quanto por Bolsonaro, diante das manifestações ocorridas no Brasil, pois “este não é um comportamento recomendável para um presidente da República”.

“Ele não pode tratar desiguais de forma igual. Quando ele faz um corte de contingenciamento linear, como fizeram, afeta áreas desiguais de forma igual. Ele não tem que ficar ‘tweetando’, dizendo que vai fazer contingenciamento por causa da tendência ideológica da universidade A, B ou C. Tem que fazer, portanto, um contingenciamento seletivo na educação”, pontuou.

O senador está em Manaus para acompanhar a entrega do título de cidadão amazonense ao ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que ocorrerá nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa.