Ministro da Saúde quer adaptar fábricas de vacina animal

Criticado por ritmo lento de vacinação contra Covid-19, governo avalia possibilidade de adotar a alternativa. Anvisa não se opõe

Brasília – Criticado pelo ritmo lento de vacinação contra a Covid-19, o governo federal avalia a possibilidade de usar fábricas de vacinas para animais na produção de imunizantes contra o novo coronavírus. A informação foi dada no sábado (3) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, após reunião com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

Ministro da Saúde quer adaptar fábricas de vacina animal. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Para o ministro, o uso de fábricas de produtos para animais pode contribuir para que o Brasil não só amplie a capacidade de vacinação própria, mas também futuramente ofereça doses a outros Países. Segundo ele, na reunião também foram discutidas medidas que possam assegurar mais vacinas para os próximos três meses.

Após reduzir previsões anteriores, Queiroga afirmou que o País tem asseguradas 30 milhões de doses para abril, o que, segundo ele, permite ao governo continuar aplicando neste mês a marca de 1 milhão de doses ao dia. “Primeiro objetivo é em abril conseguir permanecer todos os dias com um milhão de doses”, afirmou. Essa marca, porém, só foi atingida uma vez – na última quinta-feira (1º).

O ministro também comentou que o Brasil tem “negociado fortemente” com a embaixada da China sobre a ampliação de disponibilidade do Insumo Farmacêutica Ativo (IFA), principal componente das vacinas.

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