Mourão assumirá Presidência por 48 horas após cirurgia de Bolsonaro

Anteriormente, havia previsão de que Mourão assumisse o cargo apenas enquanto o presidente estivesse inconsciente durante o procedimento

Brasília – O governo anunciou que o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai assumir a Presidência por 48 horas após a cirurgia de Jair Bolsonaro para retirada da bolsa de colostomia, agendada para as 6 horas de segunda-feira (28), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Anteriormente, havia previsão de que Mourão assumisse o cargo apenas enquanto o presidente estivesse inconsciente durante o procedimento.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai assumir a Presidência por 48 horas após a cirurgia de Jair Bolsonaro, na segunda-feira (28). (Foto: Romério Cunha/VPR)

De acordo com o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, a mudança ocorreu por indicação médica. “Nesse interregno cirurgia e recuperação, os médicos indicam, iluminam, a necessidade de estrito descanso de 48 horas”, justificou. Na manhã desta sexta-feira (25), o cirurgião Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo, que vai comandar a cirurgia de Bolsonaro, afirmou que procedimentos como esse levam de três a quatro horas. “Está tudo bem com ele, está tudo perfeito com ele. Ele está muito bem”, relatou o cirurgião, reforçando que “está tudo pronto” para realização da retirada da bolsa.

Bolsonaro deve decolar de Brasília no domingo (27), às 9 horas, com um grupo restrito de auxiliares. Estarão com ele a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), o chefe de gabinete, o porta-voz, o ajudante de ordem e seguranças. Na capital paulista, a comitiva deve se dirigir do aeroporto para o hospital.

No domingo, Bolsonaro vai ser submetido a exames pré-operatórios Ele deve ser direcionado à sala da cirurgia em torno das 6 horas de segunda-feira. Depois de 48 horas, afirmou o porta-voz, o presidente estará na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em condições de estabelecer contato com integrantes do governo, especialmente os ministros palacianos. “A previsão é que permaneça em São Paulo por até dez dias, e nesse intervalo toda estrutura foi levada para São Paulo para prover ao presidente a capacidade de estabelecer governo efetivo e eficaz junto ao nosso País e à nossa sociedade”, declarou Barros.

O governo prometeu ainda informar diariamente o estado de saúde de Bolsonaro.