MPAM prorroga investigação sobre acúmulo de cargos por Alex Del Gílio

Segundo inquérito, secretário acumulou ilegalmente cargo na Sefaz com o cargo de diretor-presidente da Afeam. MP deve fazer diligências complementares

Manaus – O Ministério Público do Estado (MPAM) renovou por mais um ano, o Inquérito Civil nº 06.2019.00001742-1 – 77ª PRODEPPP, “ para dar continuidade à investigação que apura eventuais irregulares cometidas” pelo secretário de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz), Alex Del Giglio. Conforme o inquérito, Del Gilgio teria acumulado ilegalmente cargo na Sefaz com o cargo de diretor-presidente da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).

Assinada pelo promotor de Justiça Edgard Maia Albuquerque Rocha, a portaria de prorrogação foi publicada no Diário Oficial do MP-AM da última quarta-feira (12), considerando “haver decorrido um ano da tramitação” e “a necessidade de realização de diligências complementares”.

Titular da Sefaz foi nomeado pelo governador Wilson Lima (Foto: Sandro Pereira)

Em 2019, o MPAM instaurou inquérito civil para investigar possível acúmulo ilegal de cargos por Alex Del Giglio. Até 2018, o agora secretário de Estado era técnico de arrecadação na secretaria, quando assumiu o órgão, nomeado pelo governador Wilson Lima (PSC).

Em nota, na época, a assessoria de Del Giglio informou que o acúmulo das remunerações do cargo de servidor efetivo da Sefaz com a função de dirigente da agência foi concedido com base no Parecer Jurídico da Procuradoria Geral do Estado do Amazonas (PGE) e a posse na agência foi autorizada pelo Banco Central do Brasil.

O posicionamento da assessoria do secretario dizia ainda que o Estatuto do Servidor Púbico permite que o funcionário público tenha participação em empresas desde que na condição de Sócio Cotista e não Dirigente.

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