Na Região, 52% apoiam decisão de privatizar a Eletrobras

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, 52,0% são a favor e 45,0% contra, apontou um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas com 2.608 pessoas, entre 28 de agosto e 1º de setembro

Manaus – A privatização da Eletrobras anunciada e defendida pelo presidente Michel Temer (PMDB) é vista com bons olhos por 49,3% dos brasileiros, enquanto 47,1% são contrários à medida. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, 52,0% são a favor e 45,0% contra. É o que apontou um levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas com 2.608 pessoas, entre os dias 28 de agosto e 1º de setembro.

O levantamento apontou, ainda, que 57,9% dos brasileiros são contra a privatização da Casa da Moeda, enquanto 37,2% defendem a medida. Porém, nas regiões Norte e Centro Oeste, 56,6% apoiam a privatização e 38,8% são contra. A margem de erro de 5,0% para a regiões Norte e Centro-Oeste.

De acordo com a proposta do governo federal a participação da União na Eletrobras caia para 47% e que a expectativa é de arrecadar cerca de R$ 20 bilhões com a operação.

A previsão do Ministério é arrecadar entre R$ 20 e R$ 30 bilhões com a privatização da Eletrobras (Foto: EBC)

Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) o assunto vem repercutindo entre os deputados. Sinésio Campos (PT) se mostrou indignado com a notícia de que o governo federal pretende reduzir a participação da União no capital da Eletrobras, alegando que essa medida vai dar mais competitividade e agilidade à empresa para gerir suas operações, sem as amarras impostas às estatais.

Sinésio diz que, na verdade, o governo pretende entregar o capital nacional do setor elétrico à iniciativa privada. “Sei que neste Parlamento pode até ter deputados que defendem a entrega do patrimônio público, das estatais à iniciativa privada, mas eu sou contra, tendo em vista que essa medida passa pela gestão desse governo podre que mostra incapacidade de administrar grandes empresas”, observou o petista.

Segundo Sinésio, “a privatização em definitivo do setor elétrico, em especial, a Eletrobras, é um crime de lesa pátria, pois as usinas que tiveram suas licenças renovadas, em 2012, no governo da presidente Dilma (PT), conseguiram reduzir os custos da energia ao consumidor final, em cerca de 20% e, o atual governo, a cada dia que passa trabalha com aumento da tarifa sacrificando cada vez mais a população”.

O deputado Adjuto Afonso (PDT) defendeu a privatização. De acordo com ele, a medida vai melhorar os serviços em todo o Estado. “Tem que ser uma privatização amarrada. Deve ficar claro para quem comprar a estatal, que existe uma obrigatoriedade de investir no interior. O melhor exemplo de privatização que temos é a telefonia. Era uma dificuldade essa questão da telefonia, hoje é muito melhor. Hoje temos um sistema falido de energia, mas isso pode melhorar”, disse.

De acordo com ele, a conta de energia pode ficar mais barata, porém, ele ressalta que é necessário o trabalho de fiscalização de agências reguladoras.

A Eletrobras passou a ter problemas agravados pela queda de receita em 14 hidrelétricas das suas subsidiárias Chesf, Eletronorte e Furnas que passaram a receber menos pela venda de energia, desde 2013, devido à Lei Federal 12.783, promulgada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com a finalidade de reduzir a conta de luz dos brasileiros em 20%, o que não ocorreu. A previsão do Ministério é arrecadar entre R$ 20 e R$ 30 bilhões com a privatização da Eletrobras. No dia do anúncio do processo de privatização, o valor de mercado da estatal na bolsa de valores de São Paulo (B3) era de R$ 29,3 bilhões.

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