‘Não faço cavalo de batalha’, diz Arthur Neto sobre prévias

Em entrevista ao GDC, Arthur disse ser preciso estabelecer um centro como o que se ver atuar na Europa

Brasília – “Creio que temos todas as condições para escolher um candidato forte e competitivo. Tem que haver uma grande compreensão dos partidos e as propostas devem ser claras, com compromissos nítidos”. As palavras do ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, resumem muito bem o movimento dos chamados partidos de centro, que buscam a união em torno de um nome que possa vir a despolarizar as eleições 2022, surgindo como uma opção entre a direita de Bolsonaro (Sem Partido) e a esquerda de Lula (PT).

Conceito Arthur acredita que o PSDB, nas suas próprias palavras, “precisa ser sacudido” (Foto: Divulgação/Assessoria)

Em entrevista exclusiva ao GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), Arthur disse que é preciso estabelecer um centro parecido com o que se ver atuar na Europa, esquecendo estigmas de cargos, posições, nomeações. “É uma hora de vida ou morte para o futuro do país”, disse Virgílio, que é um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e que esta semana assumiu a presidência do diretório no Amazonas.

Arthur é um dos pré-candidatos às prévias para presidência da República e defende que, para se criar um movimento forte de centro, a eleição interna do partido deve ser realizada somente no ano que vem e não em outubro, como está inicialmente prevista. “Para termos eleições fidedignas mesmo, teríamos que adiá-las para o ano que vem, porque teríamos tempo efetivo para massificar todos os nomes junto à militância e a organização poderia providenciar uma votação que seja por urna eletrônica e abranja todos os filiados”, ressaltou.

Ainda segundo o ex-prefeito, não é um trabalho muito fácil fazer um nome que reúna todos os tucanos e sua participação nas prévias terá como bandeira principal a defesa do Amazonas e da Amazônia, marca registrada em toda sua vida pública. “Não faço cavalo de batalha. Trabalho pelo Brasil, pela Amazônia, pelo Amazonas. Minha carreira prossegue e jamais vou deixar de pensar no Amazonas. Minha candidatura às prévias nacional é para também levar discurso muito forte do Amazonas, para tirar de vez a ilusão daqueles que pensam que falar de Amazônia é provinciano. Eu considero que essas pessoas estão entorpecidas e precisam levar um choque de realidade”, destacou Virgílio.

Ele acredita que o PSDB, nas suas próprias palavras, “precisa ser sacudido” e voltar a falar em parlamentarismo, definir qual a sua política econômica, fazer oposição forte ao presidente Bolsonaro. “Espanto-me quando leio nos jornais que tem uma ala bolsonarista no PSDB, isso não faz o menor cabimento. Vejo também que precisamos reformar esse conceito de social democracia, mantendo o nome – é um grande partido, que sempre foi a alternativa de quem está no poder – precisa ter o caráter de nunca tirar o ‘P’.

O PSDB deve se preparar para atualizar e anunciar que vai atualizar seu conceito, que está vencido no mundo inteiro, de social democracia. O que quero é falar da nova social democracia, de menos estado, mais liberdade econômica e mais poder de intervir ao tratar de privatizações”, concluiu.

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