Novo chefe da PF no RJ pode ser do AM

O superintendente da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva, seria próximo dos filhos do presidente Bolsonaro, segundo aliados do Palácio do Planalto

Manaus – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (16), que “ficou sabendo” que quem assumirá a chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro será o chefe da PF no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. A afirmação vem um dia depois de a Polícia Federal divulgar que o superintendente da corporação em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa, é quem substituiria o chefe da PF no Rio, Ricardo Saadi.

O substituto do delegado do RJ seria o atual superintendente em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa (Foto: Arquivo-GDC)

Na manhã de quinta (15), Bolsonaro antecipou a saída de Saadi do comando da PF no Rio alegando que a mudança seria por “produtividade”, “problemas na superintendência” e por “um sentimento”.

Em nota divulgada ainda na tarde de quinta, a Polícia Federal confirmou Sousa como novo chefe da PF no Rio e contrariou a declaração do presidente, indicando que a saída de Saadi não tem qualquer relação com desempenho.

A mudança já vinha sendo trabalhada, mas o anúncio do presidente da República na manhã de ontem foi uma surpresa, uma vez que a definição dos superintendentes regionais é de responsabilidade apenas do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sergio Moro.

Ao comentar na manhã desta sexta sobre o próximo chefe da Polícia Federal no Rio, o presidente afirmou, sem esclarecer a quem se referia: “Está pré acertado que seria lá o de Manaus”.

O chefe da PF no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva, seria próximo dos filhos do presidente.

“O que eu fiquei sabendo… Se ele resolver mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu… deixar bem claro”, afirmou Bolsonaro. “Eu dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”, reforçou.

Questionado na manhã desta sexta se havia partido dele mesmo a decisão, Bolsonaro afirmou apenas que ‘não interessa o motivo’.

“Pergunta para o (ministro da Justiça, Sergio) Moro. Já estava há três, quatro meses para sair o cara de lá. Quando vão nomear alguém, falam comigo. Eu tenho poder de veto ou vou ser um presidente banana agora, cada um faz o que bem entende e tudo bem? Não.”

Bolsonaro também afirmou que Saadi ‘vai produzir melhor em outro lugar’ e disse que não questionou a ‘falta de produtividade’ do delegado. “Eu falei sobre produtividade e não falta de produtividade”, disse.

O presidente antecipou, na manhã desta sexta, a informação da saída de Saadi enquanto respondia a uma pergunta sobre modificações na Receita Federal.