Pacheco pede antecipação de cronograma de vacinação

Pedido foi feito pelo presidente do Senado durante a segunda reunião do comitê de enfrentamento da pandemia de Covid-19

Brasília – Na segunda reunião do comitê para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), pediu ao governo federal que analise formas de antecipação do cronograma de vacinação da população brasileira contra a Covid-19.

“Fizemos a súplica ao senhor ministro da Saúde que possa tratar sobre a antecipação do cronograma e identificação constante das formas de antecipação desse cronograma para que tenhamos a população brasileira vacinada, toda ela, no ano de 2021 da forma mais breve possível”, afirmou Pacheco.

O presidente do Senado acrescentou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que estabeleça tratativas com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a agilização da aprovação do uso emergencial da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V.

Nesta terça-feira (13), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o prazo máximo de 30 dias para que a agência decida sobre o uso emergencial do imunizante. Caso a Anvisa não se posicione dentro do prazo legal, o Estado do Maranhão, autor da petição, está autorizado a importar e vacinar seus habitantes com a vacina russa.

Demais tópicos

Pacheco comentou que, durante a segunda reunião do comitê, outros assuntos foram tratados. Um dos tópicos abordados foi o projeto de lei que permite a compra de vacinas pela iniciativa privada para a imunização de seus funcionários.

A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 6 de abril. O texto está em análise no Senado Federal. “O projeto está sendo discutido no colégio de líderes e reconheço muita resistência dos senadores em relação ao andamento, mas estamos a trabalhar no diálogo para avaliar a possibilidade de pauta-lo”, disse Pacheco.

O presidente do Senado defendeu, ainda, a sanção, por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do PL 1010, que trata da possibilidade de aquisição de leitos de UTI com a participação da iniciativa privada.