‘Pânico desnecessário’, diz vice-presidente Mourão sobre carta pró-democracia

A “Carta aos Brasileiros e Brasileiras em Defesa do Estado Democrático de Direito” já reúne mais de 600 mil assinaturas

São Paulo – O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), comentou na manhã desta segunda-feira (1º) sobre o manifesto pró-democracia organizado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Para Mourão, há um “pânico desnecessário” em relação ao manifesto que já reúne mais de 600 mil assinaturas.

(Foto: VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL)

“Acho que há um certo pânico que não é justificável na sociedade brasileira com essa questão de ataques à democracia. Se critica muito a pessoa do presidente, mas o presidente em nenhum momento buscou fazer alguma mudança que levasse, vamos dizer assim, a um desabamento do nosso sistema”, defendeu.

O documento “Carta aos Brasileiros e Brasileiras em Defesa do Estado Democrático de Direito”, que não menciona o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi divulgado na última terça-feira (26) e critica o que considera “ataques infundados e desacompanhados de provas” que questionam “o Estado Democrático de Direito” e a lisura do processo eleitoral.

Ainda de acordo com o vice-presidente Mourão, o presidente Bolsonaro “em nenhum momento” propôs mudanças que levassem ao “desabamento” do sistema democrático.

“Ele tentar aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ele mudar a aposentadoria para 70 anos [para ministros do STF], tentar fechar o Congresso. Em nenhum momento ele tocou nisso aí. É uma retórica das ações que não foram nesse sentido”, destacou Mourão.

Durante convenção do Partido Progressistas (PP) no dia 27 de julho, o presidente declarou que “não precisamos de nenhuma cartinha para falar que defendemos a democracia” e criticou banqueiros, entre eles Candido Botelho Bracher (ex-presidente do Itaú) e José Olympio Pereira (ex-presidente do Credit Suisse no Brasil),  dizendo que eles assinaram a carta porque perderam dinheiro desde a implantação do PIX.

Além da banqueiros, a carta também foi assinada por empresários, artistas e ntegrantes da magistratura e do Ministério Público (MP). O manifesto será lido pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello no dia 11 de agosto.

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