Para Arthur, reformar previdência é inadiável

O prefeito de Manaus cita que governo Bolsonaro se marca pelo desafio de se construir uma reforma previdenciária que evite injustiças sociais gritantes e ofereça saídas a crise fiscal

Manaus – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, publicou artigo, neste domingo (2), nas redes sociais, em que aponta medidas para estimular a economia do País e analisa a relação do governo federal com o Congresso Nacional. Para o prefeito, a reforma da previdência é “inadiável”.

Para Arthur, o governo federal deve mexer nos rumos da política externa (Foto: Mário Oliveira/Semcom)

De acordo com o prefeito, uma das medidas a serem adotadas é a independência do Banco do Brasil. “A economia vive também de expectativas e as idas e vindas que temos observado atrasam a implantação da reforma e abalam a credibilidade do governo nos mercados.(…) Mas é preciso reagir e mostrar um segundo semestre diferente: concluir a reforma (da Previdência), e adotar algumas medidas que podem gerar resultados positivos na economia.

Por exemplo, a aprovação da independência do Banco Central, capaz de restabelecer grande parte da confiança perdida entre os investidores”, afirmou.

Para Arthur, o governo deve oferecer crédito subsidiado e estimular o consumo. “Prossigo: declaração clara e pública do presidente, de apoio à Zona Franca, apesar da necessária reforma tributária que virá depois da previdenciária. Isso estimularia novos investidores e daria segurança a quem já está instalado no Polo. Mais ainda: oferecer imediato crédito subsidiado aos setores de serviços (turismo, comércio, alimentos, bebidas, hotelaria etc), o mesmo se dando na construção civil. Ambos são altamente geradores de empregos, Utilizando mão de obra com níveis diversificados de qualificação.

Do mesmo modo, estimular o consumo, através da liberação para esse fim, de parte do FGTS, do PIS, do PASEP, e do FAT”, escreveu.

Em outro trecho do artigo, o prefeito de Manaus cita que governo Bolsonaro se marca pelo desafio de se construir uma reforma previdenciária que evite injustiças sociais gritantes porém ofereça, ao longo de 10 anos, uma das principais saídas para a crise fiscal brasileira. “Essa reforma é inadiável, sob pena de estarmos atentando contra o futuro dos nossos filhos e netos.

Infelizmente, vejo um certo déficit na articulação política. Assim como percebo demasiados ruídos na relação do Planalto com o Parlamento. E como considero perturbadora essa divisão interna entre ‘olavistas’ e os corretos militares que foram nomeados para postos essenciais à condução do poder: Santos Cruz, Augusto Heleno, Theóphilo Cals, dentre outros. Aliás, considero o general Eduardo Villas-Bôas um grande líder civilista neste Brasil, por paradoxal que tal afirmativa possa soar, à primeira vista.

Para Arthur, o governo federal deve mexer nos rumos de nossa política externa, atualmente ideológica, quando deveria ser pragmática.