Parlamentares saem em defesa do Polo Industrial de Manaus

O meio político do Amazonas reagiu fortemente contra a redução do Imposto de Importação para bicicletas, o que prejudica as empresas e empregos

Manaus –  O meio político do Amazonas reagiu fortemente contra a redução do Imposto de Importação (II) para bicicletas, o que prejudica as empresas e o emprego no Polo Industrial de Manaus (PIM). Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), os deputados pediram para o presidente Jair Bolsosaro rever a medida, assim como o fez a bancada do Amazonas, em Brasília.

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu o tributo, atualmente cobrado sob a alíquota de 35%. A resolução do órgão determina que a taxa deverá cair gradativamente, passando para 30% a partir de 1.º de março, depois para 25% a partir de 1.º de julho, e, por fim, para 20% a partir de dezembro deste ano.

Para o presidente da ALE, deputado Roberto Cidade, o presidente Bolsonaro deverá rever a medida (Foto: Divulgação)

O presidente da ALE, deputado Roberto Cidade (PV), anunciou que enviará um manifesto, subscrito pelos demais parlamentares, pedindo para o presidente Jair Bolsonaro rever a medida. De acordo com o deputado a redução no imposto resultará na demissão de mais de 5 mil trabalhadores do Polo de Bicicletas da Zona Franca de Manaus (ZFM), uma vez que tira a competitividade das empresas instaladas em Manaus em relação às fábricas asiáticas.

“Não podemos nem pensar em perder esses empregos. Confio na sensibilidade do presidente Bolsonaro e acredito que ele voltará atrás”.

Já o presidente da Comissão de Indústria, Comércio e Zona Franca da Assembleia, deputado Wilker Barreto (Podemos), afirmou que a medida é mais um ataque “triste e corriqueiro” contra a ZFM, e propôs um amplo debate nas Casas Legislativas do País para defender a importância do modelo econômico tanto para a economia brasileira quanto para o meio ambiente.

Para o deputado Serafim Corrêa (PSB) esse é mais um golpe contra a ZFM, com o objetivo de desmontar as empresas brasileiras em Manaus.

Bancada

Em Brasília, integrantes da bancada tentavam convencer o ministro da Economia, Paulo Guedes, a reverter a medida. “Seguiremos incansáveis na luta pela manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus (ZFM), que sofreu um revés no polo de duas rodas”, disse o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

De acordo com Braga, será apresentado um projeto de decreto legislativo para suspender os efeitos da decisão do governo federal. “Junto com a bancada do Amazonas no Congresso, estamos trabalhando na elaboração de um projeto de decreto legislativo que visa sustar esta resolução”, disse o senador.

Para o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), a medida afetará o emprego. “O Brasil vive uma crise profunda e já são 14 milhões de desempregados. Baixar o imposto de importação das bicicletas significa gerar mais desemprego no Amazonas, onde estão as indústrias de bicicletas”, disse.

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