Manaus – Para pintar calçadas, passarelas, muros e até a polêmica pintura da ciclovia que avançou no calçadão da Ponta Negra com as cores adotadas por esta gestão, a Prefeitura de Manaus já gastou R$ 42 milhões com tintas. O levantamento do gasto do dinheiro público que poderia ter sido direcionado para as áreas de saúde, educação e habitação foi apresentado na Câmara Municipal de Manaus (CMM), na sessão desta segunda-feira.
De acordo com levantamento apresentado pelo vereador Lissandro Breval (PP), com o total direcionado para latões de tinta, seria possível construir 466 casas populares no valor de R$ 90 mil cada e adquirir 70 ônibus, a R$ 600 mil cada. O vereador listou, ainda, que 54 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) poderiam ter sido construídas, podendo esse número aumentar para 102 se o menor preço, R$ 408 mil, fosse considerado, além de 22 creches pelo valor de R$ 1,9 milhão, cada.
“Um gestor dentro de uma administração precisa ter prioridades. O que realmente vai fazer diferença para a população? Tenho visitado bairros e a infraestrutura é a pior possível. Aí a Prefeitura de Manaus gasta R$ 42 milhões em tinta e a nossa cidade do jeito que está, abandonada”, denunciou.
O parlamentar cobrou maior transparência dos valores gastos pela Prefeitura de Manaus.
“É inaceitável que nossa cidade siga abandonada, sem assegurar serviços básicos para população, mas priorizando uma infinidade de latões de tinta para deixar o caos colorido. Eu tenho cobrado prestação de contas dos empréstimos feitos pela atual gestão e até agora nada”, concluiu.